Artigos Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2011, 07:00 - A | A

Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2011, 07h:00 - A | A

A Justiça e a Lei

Esta semana o canal de clássicos do cinema TCM exibiu o filme “Julgamento em Nuremberg”, trama em que um juiz americano preside a condenação de quatro magistrados nazistas. O enredo leva o espectador ao debate sobre limites éticos entre a lei e justiça

PAULO LEITE

Divulgação

Esta semana o canal de clássicos do cinema TCM exibiu o filme “Julgamento em Nuremberg”, trama em que um juiz americano preside a condenação de quatro magistrados nazistas. Fora a atuação brilhante de alguns monstros sagrados da Sétima Arte, o enredo leva o espectador a um delirante debate sobre os limites éticos entre a lei e a justiça.

A película narra a cumplicidade do sistema judicial germânico com o sangrento regime patrocinado por Adolf Hitler durante a fundação do nazismo na década de 1930.

De um lado, a defesa dos réus tenta apresentar seus clientes como vítimas do sistema e cumpridores das leis vigentes à época. De outro, a promotoria quer demonstrar que a justiça está acima dos códigos legais, e deve estar fundamentada nos aspectos que norteiam a evolução moral do ser humano.

Pois bem, o tema parece esgarçado e anacrônico. Mas, não. Definitivamente não. Aqui no Brasil, em novembro deste ano, a Presidência da República criou a Comissão da Verdade para apurar violações aos Direitos Humanos durante a ditadura militar.

Crimes como tortura, perseguição e assassinato serão investigados e, posteriormente, revelados à nossa comunidade. Muitos filhos ainda choram a ausência de seus pais, muitas mães se dilaceram pela perda de seus filhos, muitos jovens carregaram na alma a cicatriz da humilhação dos castigos físicos e mentais.

Sim... O Brasil precisa saber como eles morreram e como foram desnudados do caráter cívico. Pois, até agora, centenas de vítimas ainda estão insepultas na consciência nacional.

É preciso deixar claro que a tirania política é imoral, que o racismo é indecente e que a guerra, sob qualquer pretexto, é um crime contra a humanidade. Somente a fé, a tolerância, a compaixão e a esperança são matrizes da justiça. As leis devem se subordinar à justiça e não a justiça a elas. O direito deve promover paz e harmonia.

Felicidade, é só o que as pessoas querem: um dom abstrato, mas que significa o mais puro sentido de justiça!

FAZENDO ÁGUA

Enquanto o prefeito de Cuiabá, Chico Galindo se esforça para privatizar a Sanecap, seu colega de Poconé, Tico de Arlindo está buscando os meios legais para um destrato com a concessionária dos serviços de água e esgoto de seu município. Motivo: falta de investimento, que tem provocado escassez em vários bairros da cidade. Abre o olho, Chico.

ELOGIOS

Todos sabem que o senador Jaime Campos (DEM) é obsessivo no trabalho. Seu lema é nunca deixar papéis ou documentos acumulando sobre a mesa. Seu estilo foi sentido na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, presidida por ele. Em menos de um ano limpou a pauta e recebeu elogios de seus colegas.

SUMIU

Pois é... Onde anda Gilmar Fabris? Ele reassumiu sua cadeira na Assembléia Legislativa com todo alvoroço e depois sumiu...

SOBRA

A Câmara Municipal de Cuiabá vai fazer uma faxina geral neste final de ano. Dia 15 de dezembro, exonera todos os comissionados para recontratá-los em janeiro. Também dá férias para os efetivos. O Ministério Público tem que ficar atento para saber o que será feito com esta sobra de caixa.

BRUXA

Por falar no Legislativo cuiabano, quatro vereadores se dizem ameaçados de morte. A bruxa está solta no Campo D’Ourique. Em vez de seguranças é melhor a Mesa Diretora contratar um padre exorcista.

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