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Artigos Sexta-feira, 11 de Julho de 2014, 17:16 - A | A

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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014, 17h:16 - A | A

A Copa das Copas

Mesmo com o desempenho medíocre nas fases iniciais a Presidente Dilma bem que tentou pegar carona na euforia do povo brasileiro, que torcia, se contorcia, cantava, chorava e gritava, como modo de empurrar o time.

JUACY DA SILVA


Hugo Dias/HiperNotícias

A derrota humilhante que a seleção brasileira de futebol sofreu perante a Alemanha por 7 x 1, a maior desde 1920, há quase cem anos, vai contribuir para reforçar a imagem negativa que o Brasil tem internamente e no exterior.


Durante mais de quatro anos o Brasil se preocupou em cumprir os ditames do caderno de encargos da FIFA, construindo estádios lindos, superfaturados, verdadeiras obras faraônicas, muitas das quais vão se transformar em elefantes brancos; obras de mobilidade urbana, muitas das quais, como o VLT de Cuiabá, que só deverão estar concluídas, Deus sabe quando.

O mais importante que deveria ser feito e acabou não o sendo, foi a constituição de uma equipe com capacidade de encarar os grandes adversários que acabam sempre chegando `as últimas etapas, seleções bem organizadas, bem entrosadas, que jogam na busca de resultados e com um objetivo em mente, conquistar a taça. Ao longo dos jogos, desde a fase inicial, quando o Brasil sofreu para segurar um empate com o México ou depois nos jogos contra o Chile e Colômbia, quando o fator sorte esteve ao lado da seleção brasileira, o desempenho do Brasil foi muito aquém de um país que estava mobilizado para conseguir o tão sonhado hexa.

Para o Governo Federal e inúmeros outros governantes quem colocava em dúvida esta conquista era taxado de antipatriota, os pés frios, os que torcem contra, enfim, o importante era formar uma “corrente, pra frente Brasil”, slogan bem batido durante o período militar quando o Brasil conquistava campeonatos e a seleção era respeitada.

Outro slogan criado pelo marketing manipulador do governo era a figura do Brasil como a “Pátria de chuteiras”, que acabou sendo transformado em Brasil de joelhos como estampa a manchete do Jornal A Gazeta, ou Brasil humilhado e assim por diante.

Mesmo com o desempenho medíocre nas fases iniciais a Presidente Dilma bem que tentou pegar carona na euforia do povo brasileiro, que torcia, se contorcia, cantava, chorava e gritava, como modo de empurrar o time. Prova disso foi sua breve recuperação nos índices de preferência na corrida eleitoral demonstrado pela recente pesquisa do Instituto DataFolha.

Todavia, tanto no jogo de abertura, em que o Brasil sofreu para derrotar a Croácia, quanto no do ultimo dia 08 deste mês, quando foi humilhado pela Alemanha, com uma goleada acachapante, a nossa presidente, mesmo não estando presente no Mineirão, mesmo assim foi alvo de vaias e até xingamentos, além de atos de violência que ocorreram em várias partes do Brasil, fruto da frustração e revolta do povo com este grande fiasco nacional que vai enriquecer outras manchetes negativas conquistadas pelo governo federal em diversas áreas.

Durante semanas a cúpula do governo discutia internamente se a Presidente deveria ir ao Maracanã para assistir a final da copa da Fifa e entregar a taça à seleção campeã, que sempre imaginava-se fosse o Brasil, tendo em vista a possibilidade de a Presidente ser alvo de manifestações hostis , incluindo vaias e mais xingamentos, a serem compartilhados pelo Presidente da FIFA, que anda também envolvida em falcatruas e corrupção, tanto em relação a escolha do Catar para ser sede da COPA de 2022, quando as quadrilhas que comercializavam ingressos VIPs.

Segundo notícias desses últimos dias, a Presidente deverá ir ao Maracanã para entregar a taça ao novo campeão do esporte das multidões,podendo ser a Alemanha ou a Argentina, mas corre um grande risco de ser novamente vaiada.

A derrota do Brasil para a Alemanha deverá ter influência nas eleições de outubro por dois motivos, primeiro os marqueteiros do PT , da Presidente e seus aliados não poderão manipular a energia do povo a seu favor, segundo, as frustrações com esta derrota vão contribuir para que o povo deixe de ser anestesiado pela política do pão e circo do Governo Dilma/PT e acorde para a realidade.

De um sonho acalentado durante mais de uma década, o povo está acordando em meio a um grande pesadelo fruto da falta de rumo e mediocridade do atual governo, onde as mazelas sociais como o caos na saúde, a escalada da violência, educação de baixa qualidade, infraestrutura deteriorada, desindustrialização, a inflação, o aumento da dívida pública, uma burocracia paquiderme e corrupção endêmica,que atinge inclusive nosso futebol, afligem a população brasileira, talvez esses sejam realmente os grandes legados da copa das copas em nosso país!

*JUACY DA SILVA
é professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia, Email [email protected] Blog www.professorjuacy.blogspot.com Twitter@profjuacy

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