Antes de comandar o palco em Copacabana, Shakira já havia percorrido o Brasil em apresentações de pequeno porte e ingressos acessíveis. Em 1997, a cantora colombiana se apresentou em Uberlândia (MG) por apenas R$ 5 — valor que, corrigido pela inflação, equivaleria hoje a cerca de R$ 43. Na mesma época, também cantou em casas de shows de São Paulo com entradas a partir de R$ 30.
Esses eventos faziam parte de uma estratégia da Sony Music para consolidar a artista no mercado brasileiro, ainda pouco receptivo a nomes estrangeiros. Além dos shows, Shakira participou de programas de rádio e televisão, como o Domingo Legal, onde chegou a ser jurada do quadro Banheira do Gugu. O investimento da gravadora, estimado em US$ 2,8 milhões, impulsionou vendas superiores a um milhão de discos no país.
O contraste com os dias atuais é evidente. Em sua última turnê no Brasil, em 2025, ingressos chegaram a custar até R$ 1.000, valor equivalente a 66% do salário mínimo vigente. Agora, a artista retorna para um espetáculo gratuito em Copacabana, dentro do projeto Todo Mundo no Rio, que desde 2024 promove megashows anuais de estrelas internacionais.
A trajetória da cantora no Brasil também foi marcada por parcerias estratégicas, como a realizada com a rádio Jovem Pan, que garantiu ampla divulgação de suas músicas. O carisma e a disposição da artista, somados ao investimento da gravadora, foram determinantes para que Shakira conquistasse espaço em um mercado dominado pela música nacional.
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