"Ficava tentando ser uma persona interessante, que viralizasse, que valesse uma entrevista. Achava que se você entrevistasse a Deborah não ia ter graça. Hoje, está tudo bem se descobrirem que sou chata", disse em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem, do O Globo.
Segundo Deborah, crescer sob os holofotes influenciou diretamente a maneira como se apresentava. Ela afirmou que precisou criar personalidades para fazer a carreira avançar não só como atriz, mas também como figura pública.
"Precisei me moldar, ser forte, construir personalidades interessantes. Eu sou boring", afirmou. A atriz disse que essas personas tinham características verdadeiras, mas eram apresentadas de maneira diferente para que ela pudesse "caber no mundo".
Deborah também contou que hoje lida melhor com críticas. "Hoje, uma crítica não dói. A não ser que eu concorde", afirmou.
A atriz falou ainda sobre o processo de três anos de terapia e sobre a tentativa de encontrar um equilíbrio entre diferentes versões de si mesma. "Ou é tudo para um lado ou tudo para o outro. Ou trabalha muito ou não trabalha, ou ama muito ou está sozinha. Busco chegar no caminho do meio", disse.
Hoje, Deborah se prepara para a estreia de Bruna Surfistinha 2, prevista para 2027. A trama acompanha Rachel Pacheco, personagem vivida pela atriz, após o período de prostituição, com foco na maternidade e nos desafios dessa nova fase de sua vida.
(Com Agência Estado)
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