A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União Brasil), revelou que seu estado de saúde pode interferir no cumprimento da agenda de campanha à Câmara dos Deputados. Diagnosticada em 2014 com doença renal policística, Virginia precisou retirar os dois rins e passar por transplantes. Em 2022, enfrentou um câncer no pâncreas e, mais recentemente, em 2025, foi diagnosticada com fibromialgia. Diante desse histórico, ela faz um acompanhamento médico rigoroso e afirmou que os efeitos colaterais dos medicamentos podem reduzir o ritmo da campanha.
"Às vezes eu estou muito bem hoje, amanhã, de repente, posso não estar. E aí a gente vai tentar estar presente dentro do possível", disse Virginia Mendes nesta terça-feira (30).
A doença renal foi descoberta em 2014, quando o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) era prefeito de Cuiabá. Durante o lançamento de sua pré-candidatura a deputada federal, na semana passada, Virginia relembrou o período em que enfrentou a doença e contou que o marido chegou a se oferecer para ser o doador do rim. Mesmo 12 anos após o transplante, ela afirma que ainda convive com os efeitos dos medicamentos imunossupressores, de uso contínuo.
"Quem é transplantado sabe que precisa tomar esse medicamento, que não é vendido em farmácia, apenas fornecido pelo SUS, porque é muito forte. A função dele é preservar o rim transplantado, mas, às vezes, acaba prejudicando outros órgãos. Ele provoca mal-estar, tontura e, em alguns dias, diarreia", relatou.
O estado de saúde de Virginia também foi citado por Mauro Mendes para justificar a ausência da família na Marcha para Jesus, realizada em Cuiabá. Segundo o ex-governador, ela estava com febre e, por isso, a família decidiu permanecer em casa.
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