A prefeita de Várzea Grande Flávia Moretti (PL) evitou cravar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao governo do Estado. Questionada sobre um eventual apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) após uma série de investimentos do Estado ao município, a gestora adotou uma postura pragmática justificando que sua prioridade no momento é a administração de Várzea Grande e a garantia de financiamentos, independentemente da origem partidária dos recursos.
“Eu já falei que eu só me manifesto sobre as eleições nas convenções”, reforçou a prefeita, ao ser questionada pela imprensa nesta sexta-feira (2).
A fala ocorre em um momento de intensa movimentação nos bastidores, onde a fidelidade partidária tem sido testada por alianças administrativas. A sigla enfrenta uma fragmentação interna, uma vez que três prefeitos do PL como Sérgio Machnic (Primavera do Leste), Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Edilson Antônio Piaia (Campo Novo do Parecis) já sinalizaram apoio público à pré-candidatura de Pivetta.
Esse movimento tem gerado pressão sobre a executiva do partido, enquanto prefeitos justificam o alinhamento com Pivetta baseando-se na continuidade de projetos estaduais e nos investimentos recebidos em suas respectivas cidades.
DIÁLOGO INSTITUCIONAL OU PARTIDÁRIO?
Ao tratar da relação com governos de espectros ideológicos opostos ao seu partido, como o Governo Federal, Moretti contextualizou que as demandas de Várzea Grande exigem parcerias amplas. Ela defendeu que o retorno dos impostos pagos pela população deve sobrepor-se às barreiras políticas.
“Eu sou a prefeita do PL que pega o dinheiro do Governo do Estado e a prefeita do PL que pega o dinheiro do governo federal do PT. E aí, você vai falar o quê? O dinheiro, o recurso público é do povo que pagou o tributo, que pagou os impostos, e nesse sentido os impostos têm que voltar, e eu peço sim pelo meu povo de Várzea Grande”, pontuou a gestora.
Recentemente, o município recebeu uma ambulância e o anúncio de R$ 20 milhões em recursos federais para a saúde, articulados pelo senador Carlos Fávaro (PSD). A prefeita reiterou que sua conduta é pautada pelo dever de ofício frente à prefeitura, separando a figura da gestora da figura da correligionária em períodos não eleitorais.
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“Independente do partido, independente das eleições, eu sou gestora pública e eu tenho que pedir, e se vier, agradecer, como foi o caso essa semana também com o governo federal”, afirmou, sinalizando que o diálogo institucional permanecerá aberto com todas as esferas.
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