O pré-candidato ao Senado pelo PDT, Diogo Botelho, defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para apurar a relação entre contratos firmados pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, e o Banco Master. Segundo informações da Receita Federal, o escritório recebeu R$ 80,2 milhões da instituição financeira entre 2024 e 2025.
Diogo afirmou que o debate sobre a STF precisa ser tratado com seriedade e criticou o que classificou como "populismo jurídico" adotado por parte de senadores da bancada bolsonarista.
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"O ministro Alexandre de Moraes espelha uma realidade que precisa ser enfrentada: a contratação de esposas e filhos de ministros e desembargadores por escritórios de advocacia em causas de grande vulto. É necessária uma emenda à Constituição para vedar esse tipo de contratação", afirmou ao HNT Entrevista.
Segundo o pré-candidato, o Código de Processo Civil previa hipóteses de impedimento para magistrados quando familiares atuassem em processos, mas esse entendimento foi afastado pelo próprio STF após julgamento de uma ação de inconstitucionalidade.
Para Diogo, o processo de impeachment seria o instrumento adequado para esclarecer os fatos envolvendo Moraes.
"No caso da esposa do ministro Alexandre de Moraes, considero que é necessário instaurar um processo de impeachment para apurar os fatos em sua totalidade. E, se for o caso de impeachment do ministro, ele deve ser realizado", declarou.
Questionado se sua posição se aproximava do discurso do bolsonarismo contra o Supremo, o pré-candidato negou motivação ideológica e afirmou que sua avaliação é baseada em critérios técnicos.
"Não é ideológica, é puramente técnica. O bolsonarismo reage ao ministro Alexandre de Moraes porque ele foi relator dos processos envolvendo Jair Bolsonaro. Há uma pessoalidade evidente nisso", disse.
Diogo também criticou parlamentares que, segundo ele, utilizam o mandato para defender interesses individuais.
"Temos deputados bolsonaristas empenhando a atividade parlamentar, que deveria estar concentrada na defesa da população, para defender um condenado. A República não permite a pessoalidade nem o uso do dinheiro público para defender interesses pessoais ou partidários", concluiu.
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