Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 10h:00

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Vereador pede explicações ao Estado sobre alimentos supostamente vencidos e estocados em secretaria

Por: JOELMA PONTES

O vereador por Cuiabá, Chico 2000, líder do PR na Câmara Municipal, encaminhou ofício à Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação do Estado (Seciteci), cobrando explicações sobre algumas toneladas de produtos que estariam vencidos e ainda estocados no órgão. No documento, ele pede a participação do secretário da pasta, Nilton Borgato (PSD), na Casa de Leis, para explicar o motivo dos produtos ainda estarem guardados, após quase 2 anos da compra.

Alan Cosme/HiperNoticias

chico 2000

O parlamentar, que compõe a base de governo do Prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), explica que apesar de os alimentos terem sido adquiridos na gestão do então governador Pedro Taques, parte dos produtos ainda não estavam vencidos na atual administração e que só veio a vencer após Borgatto já estar no comando da secretaria.

"São alimentos adquiridos na gestão anterior, mas dentro da validade, vindo a vencer já na atual gestão, me parece que ao final do ano de 2019. E isso passa de R$ 1 milhão. São alimentos que serviriam para atender os mais diversos estudantes de Cuiabá, matriculados nos cursos oferecidos pela Seciteci. Em razão disso, convidamos o secretário para ele participar de uma Tribuna Livre na Câmara para esclarecer o que ocorreu", ressaltou Chico 2000, que protocou o ofício na última quinta-feira (28).

Esse mesmo assunto foi questionado pelo chefe do Executivo municipal, que durante coletiva à imprensa, por meio das redes sociais, na sexta-feira (29), indagou o governo do Estado sobre os alimentos vencidos, que segundo ele, deixou de contemplar alunos que moram em Cuiabá.

 

Outro lado

O secretário Nilto Borgato (PSD), disse ao HNT/HiperNotícias, que todos os alimentos foram entregues às escolas que integram o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal, divididos nos municípios de Cuiabá, Sinop, Tangará da Serra, Barra do Garças, Alta Floresta, Diamantino, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.

De acordo com ele, o que ocorreu é que houve compra em excesso dos produtos e que todas as escolas que receberam os chamados kits lanches, compostos por biscoito salgado, biscoito doce e suco, fizeram a devolução da sobra para a Seciteci e que este fato será elucidado quando participar da Tribuna Livre, conforme solicitado pelo vereador da Capital.

"Todo os produtos foram comprados e entregues direto nas escolas. À época, os diretores não queriam nem receber, pois eram muitos produtos. Então, eu mandei recolher essas sobras. Eles (diretores) tiveram que receber esses produtos, mesmo não tenho alunos suficientes para consumí-los. Pedimos o recolhimento para dar a destinação correta e justificar o uso do produto que recebemos na nossa gestão. 

Ele alega, que os kits foram entregues em dezembro de 2018, quando as aulas já estavam suspensas e com retorno somente no final de março do ano passado. "Foi um mal planejamento que ocasionou tudo isso. Mas já encaminhei esse caso à Controladoria Geral do Estado (CGE), para nos orientar sobre o descarte correto desses produtos vencidos", explicou Borgatto.

Investigação

Por se tratar de produtos oriundos de um programa federal, inclusive custeado por ele, o caso passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).

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