Quarta-Feira, 23 de Setembro de 2020, 17h:00

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"Só tive essa mácula em 32 anos de vida pública", diz Pinheiro sobre Caso do Paletó

Por: RAYNNA NICOLAS E WELLYNGTON SOUZA

O prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB),  abriu o jogo sobre o caso em que se tornou réu por corrupção e associação criminosa. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23), o emedebista afirmou que o dinheiro era referente a um dívida de pesquisa entre seu irmão, Marco Polo de Freitas Pinheiro, o Popó, e o ex-governador Silval Barbosa. O caso ganhou notoriedade após o gestor aparecer em gravações em que enchia os bolsos do paletó com maços de dinheiro. 

Marcus Mesquita

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"Eu sou inocente e entrei em uma armação. Só tive essa mácula em 32 anos de vida pública. Nunca quiseram me ouvir, só querem me atacar e eu só quero trabalhar administrando para todos", declarou Pinheiro. 

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O gestor também argumentou que não se manifestou em outras oportunidades em decorrência do sigilo judicial do processo, mas, com a quebra do sigilo, Emanuel garantiu que irá falar a verdade para a população cuiabana. 

"Eu sempre estive nas ruas, nunca saí delas. O calor humano me deu força para enfrentar malfeitores e construtores de fake news. Existia o desejo da oposição para me massacrar e destruir, mas o processo ocorria em sigilo. Agora que houve a quebra do sigilo poderei falar mais a vontade", justificou o prefeito, lembrando que se falasse antes da hora, poderia gerar provas contra si. 

Emanuel Pinheiro, que também é advogado, destacou que estava no lugar errado, na hora errada.  

"Esse dinheiro era referente a uma dívida entre o ex-governador e o meu irmão, Popó e isso já estava quase resultando em uma briga violenta, fiz isso pelo meu irmão. Eu era a pessoa errada, na hora errada", declarou. 

"Fica minha palavra contra o delator, ele irá ter que provar que o dinheiro tinha origem ilícita e eu vou provar que não era, tenho provas testemunhais, materiais, eu vou provar que era parte de dívida de Silval. Tentaram jogar a sociedade contra mim e criar um clima de condenação antecipada", concluiu.  

Na gravação que ganhou as manchetes de todo o Brasil, Emanuel Pinheiro aparece recebendo dinheiro do ex-chefe de gabinete Sílvio César Corrêa, delator do suposto esquema de corrupção. Além de Pinheiro, Silval e Corrêa, outros nove ex-deputados se tonaram réus. 

Os denunciados são acusados de compor um grupo na Assembleia Legislativa (ALMT) que recebiam dinheiro, denominado como “mensalinho”, para garantir a governabilidade e a aprovação das contas do Executivo estadual.

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