Política Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 21:21 - A | A

Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 21h:21 - A | A

MÁQUINA PARADA

Servidores da área instrumental ameaçam com greve

Governo tem dois dias para negociar índices de reajuse dos TAIG's, AIG's e Auxiliares da carreira

Os servidores da área-meio do Estado de Mato Grosso - responsáveis pelo andamento da máquina pública - podem cruzar os braços a partir do dia 1º de abril, caso o Governo não atenda reivindicação da categoria, de reajustar os salários a partir de 37%. Os Técnicos da Área Instrumental (TAIGs) se reuniram nesta quarta (30.03), em Assembléia Geral, já convocada com indicativo de greve. A intervenção do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), como interlocutor entre servidores e Executivo, abriu nova rodada de negociações, cujo prazo se encerra no dia 1º.

Mayke Toscano/Hipernotícias
Presidente do Sinpaig Edmundo Leite e o Deputado Estadual Emanuel Pinheiro (PR) em momento de negociação.

 

 

 

 

A Associação dos Municípios (AMM) ficou lotada por servidores técnicos da área instrumental, desde às 14h00, a maioria com a expectativa de receber a notícia de que o governo cumpriria a proposta de reajuste apresentado à categoria ainda no ano passado. O que acabou não acontecendo.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental (Sinpaig), Edmundo Leite, se colocou a favor do diálogo, e disse que a greve é a última instância a que irão recorrer caso o Governo não aceite a proposta. “Negociação é flexibilização dos dois lados”, afirmou Edmundo.

O deputado Emanuel Pinheiro acredita que haverá uma composição que seja positiva tanto para o Governo quanto para a categoria. Nesta quinta (31) o deputado sentará com o secretário de Administração, Cesar Zílio, e com os deputados Luciane Bezerra (PSB) e Ademir Brunetto (PT) para avaliarem a proposta do Sinpaig.

A categoria espera há mais de 10 anos pela reestrutução da carreira. O presidente do Sindicato, Edmundo Leite, foi enfático ao afirmar que “estamos esperando uma posição do governo; nossa proposta foi aprovada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pela Lei Orçamentária Anual (LOA) em 2010; estamos reivindicando o que é nosso por direito”.

A reportagem do Hipernotícias procurou ouvir o secretário de Administração, Cesar Zílio, e sua assessoria de imprensa, mas eles não atenderam aos telefonemas tampouco retornaram aos recados.

NEGOCIAÇÃO

A categoria é dividida em três sub-categorias: técnico, agente e auxiliar. O sindicato reivindica o reajuste de 37%, 85% e 85%, respectivamente, em cima dos salários. Já o Governo fez contraproposta de 30%, 75% e 56%, pela ordem. Este é o impasse até o momento.

De acordo com o sindicato, o reajuste foi previsto para o orçamento de 2011 e apresentado para o Governador Silval Barbosa, ainda no ano de 2010. Segundo Edmundo, na época Silval teria firmado compromisso com a categoria.

Os servidores já recuaram nos índices reivindicados, que eram maiores e representariam um impacto na folha de pagamentos de R$ 34 milhões anuais. Com os índices reivindicados agora, dizem, o impacto cairia para R$ 19 milhões, o que consideram uma flexibilização já bastante razoável. “O que estamos pedindo está dentro da LOA”, argumentou Edmundo.

QUEM É A CATEGORIA

A carreira dos técnicos da área instrumental do governo do Estado, os chamados TAIGs, foi criada em outubro de 2001 pela Lei 7.461. A força da categoria está justamente porque ela desempenha atividade meio, ou seja, trabalha diretamente com licitações, pagamento da dívida ativa com o Governo Federal, Planejamento Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA), repasse de verba aos municípios, folha de pagamento, entre outros. Isso quer dizer que se a categoria para, o Governo de Mato Grosso também para.

Segundo os diretores do Sindicato, desde a sua criação a categoria não teve reestruturação salarial. O governo gasta, todos os anos, muito dinheiro em qualificação de funcionários, porém, há evasão de técnicos que tomam posse em outros cargos no funcionalismo público, principalmente em concursos realizados no âmbito federal, no qual se ganha mais.

Segundo Antônio Vagner, diretor jurídico do sindicato, há um déficit de servidores: “hoje o Estado deveria ter 1.800 técnicos trabalhando, mas somos apenas 1.000, por causa da grande desistência. Muitos vão para o serviço federal, pela falta de valorização do Governo junto à categoria”.

 

Mayke Toscano/Hipernotícia
Assembléia lotada - esperança de acordo com o Governo.

 


 

 

 

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Robsonsouza 01/04/2011

Graças a vocês da Mídia de Mato-Grosso, que trazem à tona a morosidade e o descaso dos nossos representantes para com nossas nomeações, não ficamos ao Léo do destino. Eles não se importam se estamos desempregados, se pagamos cursinho, perdemos noites e finais de semanas estudando, não se importam com nossos sentimentos. Fomos aprovados para área instrumental, que segundo o Edital de 2009, quando o concurso foi publicado, tinha 320 vagas. Até o dia de hoje, nem satisfação temos sobre sermos chamados. Enquanto isso tem empresas terceirizadas trabalhando em nosso lugar, e o governo só se preocupa com greves e planos de carreira, além de obras por conveniências de holofotes. Peço a essa nobre empresa de comunicação, que continue nos ajudando a cobrar nossas nomeações. Parabéns! Abraço e que Deus nos ajude!

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