O deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) disse que a morte do servidor do Liceu Cuiabano, Valdevino Fidélis, de 65 anos de idade, executado em confronto com a Polícia Militar, é um "fato isolado" e não justifica a reativação do debate sobre o uso de câmeras nas fardas. O projeto de lei de autoria de Wilson Santos (PSD) está estacionado na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa (ALMT) da qual Elizeu está presidente.
Para o deputado, a morte de Valdevino foi uma ocorrência pontual em que os PMs precisaram agir rápido para evitar a morte da enteada do servidor, que, segundo a polícia, era mantida em cárcere privado. A família, no entanto, contesta a versão da PM.
"O caso envolvendo o Valdevino foi um fato isolado, em uma situação extremamente delicada, onde os policiais precisaram agir com rapidez para salvar a vida de familiares que estavam sendo mantidos reféns", falou o deputado ao HNT.
Não podemos generalizar episódios pontuais e colocar em dúvida toda uma corporação
O monitoramento de operações policiais por meio de câmeras é uma discussão antiga e polêmica na AL. Wilson Santos protocolou a pauta em 2021. A matéria acabou ganhando tom político, sendo desaprovada pela base do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). O argumento segue o tom da justificativa de Elizeu que não é possível "generalizar episódios pontuais e colocar em dúvida a corporação".
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A pauta acabou enterrada no plenário e foi arquivada em 2023. Mas Wilson Santos não desistiu do debate e em 2024 editou um novo projeto que foi apensado ao anterior e a proposta foi travada pela comissão - e no que depender do presidente do grupo de trabalho, parece que a matéria não avançará para votação.
"Sou contra a proposta de implantação de câmeras nas fardas dos militares, porque não podemos generalizar episódios pontuais e colocar em dúvida toda uma corporação. A Polícia Militar de Mato Grosso desempenha um excelente trabalho na segurança pública, sendo uma instituição honrada, respeitada e fundamental na proteção da nossa população", opinou Elizeu Nascimento.
ENTENDA O CASO
A morte do servidor público, Valdevino Fidélis, de 65 anos, é cerca por mistério. A ocorrência foi registrada na noite de segunda-feira (11), no bairro Goiabeiras, em Cuiabá, na casa do servidor. Uma morada de um prédio à frente da residência gravou a ação da Polícia Militar. Um grupo de militares entrou no imóvel onde Valdevino, supostamente, mantinha a enteada em cárcere privado e o executou após ele ameaçar atirar.
A irmã do servidor admitiu que ele tinha posse de arma, mas, de acordo com a sobrinha de Valdevino a ação dos PMs foi "arbitrária".
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