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Política Terça-feira, 04 de Agosto de 2026, 15:56 - A | A

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SEM ACORDO

Podemos adia decisão sobre palanque e deixa definição para a executiva

O presidente do partido, Max Russi, não aprova que legenda ingresse em disputa; entretanto, ala de deputados é favorável a chapa própria

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

Bianca Mortelaro/HNT

O presidente estadual do Podemos em MT, Max Russi.

O presidente estadual do Podemos em MT, Max Russi.

A convenção estadual do Podemos terminou nesta terça-feira (4) sem uma definição sobre o rumo do partido nas eleições ao governo. Após horas de debate, os convencionais aprovaram que a decisão final seja tomada nesta quarta-feira (5) pela executiva em reunião extraordinária. O presidente do partido, deputado estadual Max Russi, reforçou que a discussão foi marcada por divergências entre os filiados e classificou o processo como um dos mais difíceis já enfrentados pela sigla.

LEIA MAIS: Deputados pregam união, mas contrariam Max e insistem em candidatura ao governo

"A convenção deste ano está sendo bem diferente e não tem sido fácil. Vamos continuar a discussão com os pré-candidatos e temos condições de tomar essa decisão até amanhã. A executiva vai se reunir, como foi aprovado por todos, e definir o nosso alinhamento", disse Max Russi.

Max negou que tenha sofrido pressão para conduzir o partido a um dos palanques em disputa: senador Wellington Fagundes (PL) ou do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo ele, o impasse reflete a responsabilidade de definir o futuro político da legenda e dos candidatos proporcionais.

"É a pressão do debate, da escolha, de colocar a cabeça no travesseiro e pensar no que é melhor. Temos 34 pessoas preparadas, com o sonho de chegar à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. Eu não tenho o direito de errar", esclareceu.

O presidente do Podemos reconheceu que a candidatura própria ao governo ganhou força dentro do Podemos e contou com o apoio de uma parcela significativa dos convencionais. Apesar disso, afirmou que parte da legenda avalia ser mais estratégico fortalecer as chapas proporcionais e negociar espaço em uma coligação.

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"A candidatura própria foi muito cogitada, muito fortalecida. Era o desejo de uma parcela significativa do partido, que sonhava em ver o Podemos comandando o Estado. Mas a maioria entende que este é o momento de fortalecer as chapas para deputado estadual e federal, compor alguma coligação e ocupar espaços", concluiu.

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