Segundo a estatal, sem a aplicação desse mecanismo, que introduz bandas de preço (piso e teto) para o petróleo Brent no cálculo do gás vendido às distribuidoras, o reajuste médio seria de aumento de cerca de 11,8%.
Os contratos de venda de gás natural preveem atualizações trimestrais da parcela do preço vinculada à molécula e, tradicionalmente, relacionam a variação às oscilações do Brent e do câmbio. Desde o início de 2026, a fórmula passou a considerar também a variação do Henry Hub.
No período de aferição usado para o reajuste, a Petrobras apontou que a referência do Brent subiu aproximadamente 23,3%, enquanto o Henry Hub caiu cerca de 15,4%. No mesmo intervalo, o câmbio teve apreciação de 4,0%, com redução da quantia em reais necessária para comprar um dólar.
A companhia ressaltou que a variação efetiva por distribuidora vai depender da adesão ao mecanismo temporário, dos produtos contratados e dos volumes retirados, além de considerar prêmios de Incentivo à Demanda e Performance criados pela Petrobras a partir de 2024.
A estatal também reforçou que o preço final ao consumidor depende de outros componentes, como transporte, portfólio de suprimento e margens das distribuidoras (e, no caso do Gás Natural Veicular - GNV, dos postos), além de tributos e da aprovação das tarifas pelas agências reguladoras estaduais.
(Com Agência Estado)
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