O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu a liberdade econômica e a negociação entre empregadores e trabalhadores ao comentar a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de apoiar o fim da escala de trabalho 6x1.
Questionado sobre a mudança de posicionamento do parlamentar, Pivetta afirmou que o país vive uma “temporada do populismo” e destacou a importância da qualificação profissional e da melhoria dos salários.
“Eu acho que a temporada do populismo tomou conta do país. Então eu sempre fui favorável à liberdade econômica, sou favorável à negociação entre as partes. Eu valorizo o trabalho, eu sou um trabalhador, eu vim pra cá na boleia de um caminhão, eu sei o que é trabalhar e eu quero o bem para os meus trabalhadores de Mato Grosso”, afirmou o gestor, em coletiva de imprensa no lançamento do comitê pró-Bolsonaro em Cuiabá, nesta terça-feira (13).
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Pivetta também defendeu a qualificação profissional e a melhoria dos rendimentos como caminhos para ampliar as condições de vida dos trabalhadores.
“Nós não vamos enriquecer ninguém com salário mínimo. Nós precisamos melhorar a qualidade do trabalho, nós precisamos qualificar nossos jovens, nós precisamos de melhores salários. E é isso que nós queremos, nós não queremos esmola”, declarou.
O governador concluiu a fala fazendo críticas a políticas ‘populistas’, direcionando o discurso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em referência à disputa presidencial no segundo turno.
“No país se criou essa tradição de dar esmola, de comprar voto com acenos populistas, eu quero acreditar que no dia 25 de outubro o povo brasileiro vai dar a resposta. E a resposta vai ser ‘chega Lula, tchau’”, disse.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala 6x1, está prevista para ser votada nesta quarta-feira (14), no Senado Federal. O texto estabelece a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além de garantir dois dias de descanso remunerado por semana.
Nesta terça-feira , o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que um requerimento para acelerar a tramitação da proposta já reúne as assinaturas necessárias para ser analisado. Caso o calendário especial seja aprovado, a PEC poderá passar pelos dois turnos de votação no mesmo dia. Para ser aprovada, uma proposta de emenda à Constituição precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
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