O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirma que o Estado não “se interessa” em qual município será construído o novo Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), após embates recentes entre o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL) e o deputado estadual Max Russi (Podemos). Enquanto isso, o governo estadual busca consolidar a entrega da unidade como um marco administrativo.
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Em discussão há cerca de 20 anos, a administração do HUJM foi repassada a Santo Antônio após a aprovação de projeto de lei, de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que corrige áreas dentro do território do município que estão atribuídas a Cuiabá.
Pivetta declara que o hospital deverá ter padrão semelhante ao de grandes referências nacionais, reforçando a expectativa em torno da obra.
“Nós vamos entregar o novo hospital Júlio Muller, sendo muito parecido com o hospital central, um dos melhores hospitais públicos do Brasil”, ressalta em entrevista nesta sexta-feira (15).
Além de projetar a qualidade da futura unidade, Pivetta também criticou as condições em que o projeto foi iniciado, atribuindo problemas à concepção anterior da obra.
“Também é um pepino que nós pegamos. Esse negócio estava no meio da água, vocês lembram disso, né? Fizeram dentro de um açude. Você sabe o que é açude? É uma lagoa, estava dentro da lagoa e hoje o prédio está lá, praticamente livre do pântano e sendo concluído”.
O hospital, vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso, é aguardado há anos como uma estrutura fundamental para ampliar o atendimento de média e alta complexidade no estado. No entanto, o avanço da obra reacendeu divergências políticas, especialmente sobre a definição territorial da unidade.
A possibilidade de o hospital ser vinculado administrativamente a Santo Antônio de Leverger, e não a Cuiabá, tornou-se ponto de tensão entre as lideranças locais. O tema intensificou trocas de críticas entre Abilio Brunini e Max Russi, refletindo interesses políticos e administrativos distintos sobre a condução do projeto.
Apesar das divergências, Pivetta minimiza o impacto da disputa territorial e defende que o foco deve permanecer na entrega e no funcionamento do hospital.
“A Assembleia está cuidando disso, nós vamos ficar atentos. Mas é uma disputa aí que, na minha opinião, pro Estado não interessa muito ser em Santo Antônio ou em Cuiabá. Eu acho que nós não precisamos usar esses expedientes para ficar nos dividindo. Se é a Cuiabá, é a Cuiabá, não tem porquê recortar o território e mudar de município só porque vai favorecer esse ou aquele. O importante é que esse hospital funcione e atenda quem precisa dele”, finaliza Pivetta.
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