O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) manteve o prazo para o início do funcionamento do BRT (Ônibus de Trânsito Rápido) até dezembro de 2026 e indicou que as articulações para a implantação do BUD (Bonde Urbano Digital) perderam força. Conforme Pivetta, principal entusiasta do BUD, a perda de interesse pelo modal se deve ao custo. O BUD demandará um novo investimento ao governo além dos recursos empenhados no BRT, mas esse não é o único motivo. Um estudo encomendado pelo Palácio Paiaguás identificou que as peças para manutenção são exclusivas da empresa chinesa que fabrica o bonde, o que encarecia ainda mais a operação.
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"É bem mais caro, muito mais caro. Mas não é só o custo inicial. Cuiabá merece do governo do estado tudo que tiver de melhor e vamos fazer o que tiver de melhor, o estado de Mato Grosso deve a Cuiabá isso. Vamos fazer o que tem de melhor. Só que não se sabe o quanto é a manutenção desse negócio. É a empresa que fabrica que tem as peças, é uma coisa que se a gente entrar em um contrato mais ou menos vamos ter problema, pois tem muitas perguntas sem respostas", falou o governador nesta sexta-feira (17).
O excesso de zelo a gastos se deve à experiência traumática da gestão com VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), cujos vagões acabaram vendidos ao governo da Bahia após ficarem anos estacionados na garagem. Pivetta não quer repetir o episódio, pagando "caro para o bonde voltar" a funcionar já que as peças são importadas da Ásia.
Porém, o governador asseverou que nenhum modal está descartado. "Ainda não descartamos nenhuma hipótese. Mas (o BUD) é o menos provável, eu diria. Não descartamos nenhuma hipótese", falou.
Com o BUD em segundo plano, o foco é total a execução das obras do BRT que ganharam um novo ritmo para a conclusão dos trechos um e dois na Avenida do CPA, em Cuiabá. O compromisso de Otaviano é entregar os dois lotes no início do segundo semestre deste ano para que até o fim do mandato, em 31 de dezembro, os ônibus já estejam funcionando.
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