O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) criticou o presidente Lula (PT) pelo veto ao projeto de lei 2.162/2023, chamado 'PL da Dosimetria'. Para ele, Lula perdeu a oportunidade de ser estadista e "sair por cima" sancionando a matéria que reduz as penas dos condenados do 8 de janeiro de 2023. Mourão disse que "faltou sensibilidade" ao presidente e que ele seria "magnânimo" ao autorizar o Judiciário a flexibilizar as penas dos manifestantes.
"Faltou total sensibilidade ao presidente, o presidente podia ter sido magnânimo e ter sido realmente estadista nesse momento", avaliou Hamilton Mourão nesta terça-feira (14) no Lide Mato Grosso.
Com o veto integral de Lula ao 'PL da Dosimetria', a pauta retorna ao Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a votação para 30 de abril. A expectativa de Mourão é que a trava de Lula seja derrubada sem dificuldades e com o amplo apoio da maioria.
"Acredito que o PL da dosimetria passa com folga, porque foi votado com folga dentro do Congresso, tanto na Câmara como no Senado, e o presidente vetou, e eu digo o presidente perdeu uma excelente oportunidade de sair por cima nessa questão, ele não precisava ter vetado", falou o senador.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos condenados na trama do golpe que serão beneficiados com o PL da Dosimetria. O ex-ministro da Casa Civil Braga Netto, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 26 anos por compor o "núcleo da incitação" da trama golpista, e o ex-chefe do Gabinete e Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, sentenciado a 21 anos, por estar no "núcleo de comando", também teriam as penas reduzidas.
A justificativa da extrema-direita é que o STF exagerou no período de condenação, usando os conservadores para promover uma vingança política. "A grande maioria foi presa e condenada a penas totalmente injustas e que agora poderiam já estar em liberdade", ressaltou Mourão.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







