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Política Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 13:58 - A | A

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Segunda-feira, 20 de Julho de 2026, 13h:58 - A | A

"NÃO ACREDITO"

Pivetta minimiza denúncia sobre compra de apoio e blinda líderes do União

Governador de Mato Grosso afirma que "não acredita" em ofertas de vantagens denunciadas por Júlio Campos; racha interno expõe disputa entre aliança com reeleição do Executivo e candidatura própria ao Palácio Paiaguás

BIANCA MORTELARO/GABRIEL BARBOSA
Da redação/Do local

Gabriel Barbosa/HNT

OTAVIANO PIVETTA

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) descartou as denúncias de compra de apoio na convenção do União Brasil e disse não acreditar nas acusações feitas pelo deputado estadual Júlio Campos (União). O parlamentar afirma que agentes externos estariam oferecendo vantagens para interferir na eleição interna da sigla, marcada para 30 de julho, que definirá os rumos do partido na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Ao comentar o clima de tensão nos bastidores da sigla aliada, o governador buscou demonstrar confiança na conduta dos envolvidos e se distanciar da polêmica interna.

“Eu não posso falar sobre isso, eu não acredito nisso porque eu conheço os meus companheiros que estão lá, conheço o Mauro [Mendes], conheço o Fabinho [Fábio Garcia], conheço todas as lideranças lá e não acredito que isso aconteceu”, afirmou o gestor em coletiva à imprensa nesta sexta-feira (17).

LEIA MAIS: Júlio Campos aponta "propostas indecorosas" de empresários contra candidatura de Jayme

Questionado sobre sua participação direta no processo de convencimento de prefeitos e lideranças para apoiarem seu projeto de reeleição, que é o ponto central da divergência no União Brasil, Pivetta negou uma atuação agressiva. Segundo ele, suas intervenções foram pontuais e respeitam a autonomia partidária.

"Eu fiz duas ligações para dois prefeitos. Uma até junto do Mauro, para um prefeito que era do PRD, e outra para um amigo meu, que conheci há um ano. Só fiz duas ligações, até porque esse não é um assunto para mim. É uma questão interna corporis do União Brasil e do PP, e eu tenho que respeitar isso", explicou.

As declarações do governador surgem como contraponto à denúncia feita por Júlio Campos sobre a existência de manobras de cooptação de votos para barrar a candidatura própria do senador Jayme Campos ao Governo de Mato Grosso.

Segundo o deputado, empresários do agronegócio com grandes interesses na gestão estadual estariam tentando interferir na decisão da sigla. Júlio relatou que "emissários" já estariam percorrendo cidades do interior oferecendo benefícios a filiados com direito a voto na convenção.

O impasse expõe um racha consolidado no União Brasil: de um lado, o grupo da família Campos busca retomar o Palácio Paiaguás com a candidatura de Jayme; do outro, o grupo liderado pelo governador Mauro Mendes defende a manutenção da aliança e o apoio à reeleição de Pivetta, visando viabilizar a candidatura do próprio Mendes ao Senado futuramente.

Diante da gravidade das suspeitas, o grupo dos Campos afirmou que está monitorando as condutas e prometeu acionar o Ministério Público Eleitoral caso as irregularidades sejam comprovadas.

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