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Política Terça-feira, 14 de Julho de 2026, 16:11 - A | A

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Terça-feira, 14 de Julho de 2026, 16h:11 - A | A

APÓS AUSÊNCIA NA AL

Pivetta defende Padeiro e diz que frustração do secretário é por não expor "corrupção do VLT"

Governador classificou trajetória de secretário da Sinfra como "exemplar" e justificou abandono de audiência na ALMT como frustração emocional; Pivetta ligou episódio a supostos desvios de 2012 que teriam abastecido campanhas

BIANCA MORTELARO
Da redação

O governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) saiu em defesa da ausência do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, conhecido como Marcelo Padeiro, após o titular da pasta abandonar uma audiência pública na Assembleia Legislativa (ALMT) nesta segunda-feira (13). Pivetta classificou o histórico do secretário no órgão como “exemplar” e justificou o descontrole emocional de Oliveira como uma frustração por não poder expor fatos relacionados a supostos esquemas de corrupção no antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que teriam beneficiado campanhas eleitorais no passado.

“O histórico problemático que tem, nós sabemos por que que se deu, né? Lá no passado, isso foi o que mais incomodou o Marcelo ontem na audiência, foi não poder falar o que ele sente, às vezes a gente fica mal em não poder falar o que sente. E o Marcelo não tem nenhum histórico de malversação do dinheiro público, a trajetória dele de sete anos e meio na Sinfra é exemplar”, declarou o governador, em coletiva nesta terça-feira (14).

LEIA MAIS: Marcelo Padeiro abandona audiência sobre o BRT na ALMT: "Isso vai me infartar"

A defesa de Pivetta avançou para questões políticas de gestões anteriores, mencionando diretamente o período de transição entre o projeto do VLT e o atual BRT. Ele sugeriu que a irritação de Padeiro estava ligada ao envolvimento do grupo político do ex-governador Silval Barbosa e do então candidato à prefeitura de Cuiabá em 2012, Lúdio Cabral (PT), com recursos desviados do antigo modal.

“Quanto ao BRT, nós todos sabemos que os veículos foram adquiridos antes mesmo de fazer os trilhos, que é uma inversão completamente estranha, depois houve delação e confissão de corrupção, de todo tipo de corrupção, e o que o Marcelo queria dizer é que o candidato do Silval Barbosa [para Prefeitura], na eleição de 2012, possivelmente tenha usado recursos também da corrupção do VLT, isso que o Marcelo queria dizer ontem”, afirmou.

Pivetta completou dizendo que, embora Oliveira devesse ter permanecido para dar esclarecimentos, sua saída foi motivada pelo desejo de representar a indignação de parte da população.

“Foi isso que levou o Marcelo a se ausentar, eu acho que ele deveria ter ido e dar todos os esclarecimentos necessários e que muitos mato-grossenses gostariam de ter sido representados”, concluiu.

O episódio que gerou o posicionamento de Pivetta ocorreu durante uma audiência convocada pelo deputado Lúdio Cabral (PT) para debater contratos de R$ 530 milhões e o baixo percentual de execução de partes da obra do BRT. Após sua saída, a equipe técnica da Sinfra permaneceu no local para responder aos questionamentos dos deputados sobre o modal, que tem previsão de conclusão total para o fim de 2026.

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