O assassinato da jovem Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, executada a tiros em uma casa noturna de Poxoréu (254 km de Cuiabá), teria sido motivado por uma suspeita criada por integrantes de uma facção criminosa de que ela repassava informações à Polícia Militar.
A informação faz parte das linhas investigativas apuradas pela Polícia Civil durante a Operação Elo Oculto, deflagrada nesta terça-feira (14), para avançar no esclarecimento do homicídio ocorrido em maio deste ano.
Conforme a investigação, os criminosos teriam passado a acreditar que Lavignia atuava como informante da polícia pelo fato de sua mãe trabalhar na base da Polícia Militar do município e a jovem, em algumas ocasiões, frequentar a unidade para ajudá-la.
A presença da vítima no ambiente policial teria levantado suspeitas entre os integrantes da facção, que teriam interpretado a situação como uma possível colaboração com as forças de segurança. A partir dessa suspeita, segundo a apuração, a organização criminosa teria determinado a execução da jovem.
LEIA MAIS: Saiba quem é o vereador preso em investigação sobre execução ordenada por facção em MT
O CRIME
Lavignia Gabrielly foi assassinada na madrugada de 10 de maio de 2026, poucos minutos após chegar a uma casa noturna localizada às margens da MT-130, em Poxoréu.
Segundo testemunhas, a jovem estava acompanhada de amigos quando um homem armado entrou no estabelecimento e efetuou diversos disparos contra ela. A vítima foi atingida em regiões vitais e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
OPERAÇÃO INVESTIGA ENVOLVIDOS
A investigação do homicídio resultou na deflagração da Operação Elo Oculto, que cumpre oito ordens judiciais contra suspeitos relacionados ao crime. Ao todo, foram expedidos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, cumpridos simultaneamente nos municípios de Poxoréu, Primavera do Leste e Canarana (254 km, 235 km e 649 km de Cuiabá respectivamente).
LEIA MAIS: Polícia mira facção por assassinato de jovem em boate e tem vereador como alvo em MT
Entre os alvos da operação está o vereador Túlio César (Republicanos), preso temporariamente durante a ação. O parlamentar já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 2 de junho, dentro da mesma investigação.
A Polícia Civil ainda não divulgou qual seria a participação do vereador no homicídio. O inquérito policial segue sob sigilo e as diligências continuam para identificar todos os envolvidos, esclarecer a dinâmica da execução e individualizar a conduta de cada investigado.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










