A candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), voltou a afirmar nas redes sociais que não é petista. A tentativa de se distanciar do Partido dos Trabalhadores, porém, contrasta com a coligação formada em torno de sua candidatura, que conta com o apoio da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB.
A federação declarou apoio à candidatura de Natasha e a colocou como representante do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso.
“Eu não sou petista, eu sou do PSD, que é um partido de centro. Mas tenho muito orgulho de ter conseguido reunir todos os partidos progressistas aqui do Estado em torno do nosso nome, da nossa candidatura, inclusive o PT”, afirmou Natasha.
O esclarecimento foi feito após um eleitor enviar uma mensagem à candidata dizendo que não votaria nela por ser petista. A médica negou a afirmação e reforçou que é filiada ao PSD.
Antes de o PSD consolidar a aliança com o PT, Natasha chegou a afirmar que não era de esquerda. A declaração gerou dúvidas sobre seu alinhamento com Lula e abriu espaço para resistência de parte dos partidos progressistas em relação à candidatura ao Governo do Estado.
O cenário trouxe o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a Cuiabá. Ele foi responsável por anunciar a união da federação com Natasha. O apoio também atraiu outras siglas progressistas e a coligação foi formada por PSD, PT, PV, PCdoB, Federação REDE/PSOL, PSB e PDT.
Natasha classificou a composição como a “maior união em 30 anos” dos partidos de esquerda. O candidato a vice-governador, o advogado Diogo Botelho (PDT), também participou da articulação que selou a aliança. O PDT, sigla ligada à tradição brizolista, abriu mão de lançar candidatura própria ao Palácio Paiaguás para compor com Natasha.
“Neste grupo tem empresários, servidores públicos, pequeno agricultor, grande agricultor. Tem gente de direita, tem gente de esquerda, tem gente de centro”, afirmou a candidata.
“A gente discorda, a gente concorda e a gente sabe que um governo tem que ser feito para todos, feito para Mato Grosso. Afinal, governar só para alguns e colocar a briga acima da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura, eu deixo para os meus adversários”, concluiu.
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