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Política Terça-feira, 28 de Julho de 2026, 16:23 - A | A

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Terça-feira, 28 de Julho de 2026, 16h:23 - A | A

ÀS VÉSPERAS DA CONVENÇÃO

MM minimiza divisão no UB, mas manda recado: "pau que bate em Chico, bate em Francisco"

Ex-governador e pré-candidato ao Senado afirma que decisão final sobre candidatura ao Governo cabe à convenção partidária e à direção nacional da federação

BIANCA MORTELARO
Da redação

HNT

MAURO MENDES

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que uma eventual derrota do grupo dos irmãos Campos na disputa interna pela candidatura ao Governo de Mato Grosso deve ser encarada com naturalidade. Ao comentar a possibilidade de rompimento no partido, disparou: "pau que bate em Chico, bate em Francisco".

Ao ser questionado sobre o diálogo com o grupo liderado pelos irmãos Campos, Mendes contextualizou que, embora tenha conversado recentemente com Jayme, sua visão sobre o processo de escolha interna permanece inalterada, enfatizando que a decisão final cabe aos delegados e às instâncias superiores da federação.

“Conversa eu tive com ele alguns dias atrás, vamos ter a convenção e, do meu lado, não mudou um milímetro. Eu sempre disse que quem decide no União Brasil é a convenção (...) Ninguém é candidato se não for homologado, no nosso caso, pelo PP, pelo União Brasil, pela Federação e pela Nacional”, afirmou o ex-governador, em coletiva de imprensa durante a convenção estadual do PSDB, realizada nesta terça-feira (28).

LEIA MAIS: Júlio Campos confirma racha no União Brasil e prevê debandada para Pivetta

Diante da percepção de que as alas dificilmente caminharão juntas após a definição oficial, independentemente de quem saia vencedor na votação interna, Mendes defendeu que o embate faz parte da dinâmica democrática.

“Democracia é isso né? Democracia é a capacidade de você dialogar e construir, quando possível, caminhos que sejam republicanos e conciliatórios. Se não for possível, não tem problema, disputar uma eleição, é natural dentro do partido”, pontuou.

Indagado sobre a ideia de que os grupos não se unirão mesmo após o resultado, Mendes concluiu: “Eles falam isso, pau que bate em Chico, bate em Francisco”.

O cenário de instabilidade no União Brasil decorre de uma divergência estratégica para as eleições estaduais. De um lado, Júlio e Jayme Campos defendem que o partido deve ter candidatura própria ao governo, encabeçada pelo senador Jayme.

De outro, o grupo de Mauro Mendes prioriza o apoio à reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), com quem Mendes possui compromisso pessoal. Atualmente, o impasse aguarda a convenção estadual nesta quinta-feira (30) para ser resolvido no voto.

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