"Até o momento, duas professoras foram desligadas por decisão da OSC (Organização da Sociedade Civil) responsável e substituídas por novas profissionais", afirmou a pasta.
Em nota, a SME informou que "está em curso procedimento administrativo para apurar os fatos" e que, "caso sejam confirmadas irregularidades, serão adotadas as providências cabíveis, incluindo o possível descredenciamento da organização parceira responsável pela unidade".
Abdoulaye Dieng estava em uma sala multiuso da Creche Luz do Brás. Ele teria deitado no chão e colocado a cabeça em um vão entre uma barra de ferro e um espelho. Segundo o órgão, a sala permanece interditada desde a última sexta-feira, 24, e passa por análise técnica.
O advogado Erson de Oliveira, que representa a família da criança, disse ao Estadão que Abdoulaye ficou preso por seis minutos antes de as monitoras perceberem o que havia ocorrido. Oliveira afirmou ainda que o menino estava sem supervisão no momento do acidente. "O vídeo (da câmera de monitoramento) mostra que ele lutou pela vida durante seis minutos", afirmou o advogado.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que policiais militares que faziam patrulhamento pela região foram abordados por funcionários da creche, que já estavam levando Abdoulaye à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Mooca. O menino não resistiu e morreu na unidade.
A defesa da família questiona por que os profissionais socorreram a criança por meios próprios, em vez de acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Segundo a SME, equipes da Diretoria Regional de Educação e do Núcleo de Apoio e Acompanhamento para a Aprendizagem (NAAPA) prestam o suporte necessário à família.
(Com Agência Estado)
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