Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020, 10h:15

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Mendes diz que não irá ceder a “ameaçazinha” de dono da cervejaria Petrópolis sobre demissão de funcionários

Por: KHAYO RIBEIRO

O governador Mauro Mendes (DEM) classificou como “ameaçazinha” o posicionamento da cervejaria Petrópolis sobre a demissão de 179 funcionários e disse que não irá voltar atrás na concessão de incentivos fiscais ao grupo conforme apontado pelo empresário Walter Faria, dono da empresa.

 

Geraldo Magela

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Governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM)

Em entrevista à rádio Mega FM, concedida na manhã desta segunda-feira (01), o governador citou ainda que Faria estaria envolvido em uma série de escândalos tendo, inclusive, sido preso no Rio de Janeiro. “É melhor o cara ir embora porque vamos arrecadar imposto com os que vêm de fora”, disparou o gestor.

Conforme noticiado, o Grupo Petrópolis anunciou na última semana que demitiria de forma imediata 11% dos funcionários da empresa, que está no mercado mato-grossense desde 2008. A medida seria implementada como uma forma de sustentar a folha de pagamentos do grupo após o corte nos incentivos fiscais estaduais.

À época, o governo se manifestou sobre o anuncio citando “má-fé” por parte da empresa. O Executivo estadual relembrou ainda que a empresa foi citada na delação premiada do ex-governador Silva Barbosa, que admitiu ter repassado propina ao grupo.

Na manhã desta terça-feira, o próprio governador comentou o assunto e disse ser insustentável que todas as empresas recebessem 60% de incentivo e apenas ao Grupo Petrópolis fosse repassada uma margem de 90%.

“Então, esses caras estão brincando. Acha que eu não entendo desse negócio, que vou me sucumbir com essa ameaçazinha dele [Walter Faria] de que vai fechar fabrica. Para dar incentivo fiscal, para cada emprego custar 20, 30 vezes o que ganha os trabalhadores não tem problema”, disse Mendes.

“É melhor o cara ir embora porque vamos arrecadar imposto com os que vêm de fora. Fazer muito mais investimento. Agora. o empresário sério esta satisfeito. Me chegou a  informação de que a Unimed ia fechar farmácia aqui. Implantamos isso e salvou a Unimed. Porque ela não conseguia concorrer com as grandes redes que traziam de fora, tributava na entrada”, acrescentou o gestor.

O governador finalizou apontando que o modelo de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de Mato Grosso era uma anomalia e, por conta disso, precisou ser atualizado tomando como exemplo a execução fiscal de outros estados brasileiros.

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