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Política Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 17:19 - A | A

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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 17h:19 - A | A

"DOR E REVOLTA"

Mauro e Virginia lamentam morte de Olga e defendem penas mais rígidas

Casal se solidariza com a família da adolescente de 12 anos morta pelo próprio pai em Várzea Grande e volta a cobrar mudanças na legislação penal.

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O ex-governador Mauro Mendes e a ex-primeira-dama Virginia Mendes, ambos do União Brasil, lamentaram o assassinato da adolescente Olga Beatriz, de 12 anos, morta pelo próprio pai, Claudinei Silva, em Várzea Grande, na noite deste domingo (7). O casal se solidarizou com a família da vítima e voltou a defender o endurecimento da legislação para crimes de feminicídio.

Mauro é pré-candidato ao Senado e Virginia à Câmara dos Deputados, Casas responsáveis por definir a legislação do país. Durante sua gestão à frente do governo, Mendes defendeu maior autonomia aos estados para definir políticas penais, incluindo temas como ampliação do tempo de cumprimento de pena e prisão perpétua.

LEIA MAIS: Pai alega ter matado filha de 12 anos após ver mensagens no celular dela

Pais de duas meninas, sendo uma delas da mesma faixa etária de Olga, Mauro e Virginia destacaram a crueldade do crime.

"Podemos imaginar o tamanho da dor e da revolta. Nada trará ela de volta. Mas a Justiça precisa ser feita com o rigor máximo ao autor de tamanha covardia que chocou e entristeceu toda a sociedade mato-grossense nesta semana", publicaram nas redes sociais nesta segunda-feira (8).

FRIO E CALCULISTA

Os pais de Olga eram separados, e a adolescente morava com o pai em Várzea Grande. A mãe da menina foi até a residência do ex-companheiro para buscá-la e desconfiou de que algo estava errado quando Claudinei a impediu de ver a filha, alegando que ela estaria brincando na casa de uma vizinha.

Desconfiada, a mulher entrou no imóvel e encontrou Olga caída no chão de um dos quartos. A adolescente foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Claudinei se apresentou à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Várzea Grande. Depois de confessar o assassinato, foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Em depoimento aos investigadores, ele afirmou ter cometido o crime após flagrar a filha conversando com um menino por meio de uma rede social.

A DHPP solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) a realização de exames periciais para apurar se a adolescente sofreu algum tipo de violência antes de ser morta.

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