A investigação de um suposto incêndio em vegetação revelou os detalhes de um feminicídio marcado pela frieza em Várzea Grande. Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, foi assassinada na noite de domingo (31/05) e foi encontrada na segunda-feira (1º) com golpes de uma pia de concreto e teve o corpo carbonizado. A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) reconstruiu a cronologia dos passos do criminoso, que permaneceu ao lado do cadáver por cerca de três horas antes de tentar ocultar as provas.
De acordo com a delegada Jéssica Assis, o crime aconteceu na madrugada. Após o assassinato no terreno baldio, o homem fugiu do local, trocou de camiseta, bermuda e chinelos, deixando o par antigo para trás, que acabou apreendido pela polícia. Na sequência, o suspeito foi até um posto de combustíveis.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que o agressor convenceu outra pessoa a comprar R$ 5 de gasolina em um galão para ele. Com o combustível em mãos, ele retornou ao terreno e ateou fogo na vítima. Para tentar despistar as investigações e esconder a identidade, o homem cobriu o rosto com uma camiseta em vários momentos do trajeto.
A linha de investigação aponta que Josivany e o executor se conheceram horas antes do crime em um logradouro público, por meio do consumo de entorpecentes, já que ambos seriam usuários de drogas. A equipe policial realizou buscas na casa da vítima, localizada no bairro Costa Verde, mas não encontrou marcas de violência ou indícios da presença do suspeito no imóvel. A suspeita é de que o primeiro contato tenha ocorrido em um imóvel abandonado na região central antes de se deslocarem para o ponto da execução.
Nenhuma testemunha ou morador da região relatou ter ouvido pedidos de socorro ou gritos na madrugada. O caso só foi descoberto porque a fumaça provocada pelas chamas no corpo chamou a atenção da vizinhança, que acionou o Corpo de Bombeiros para conter o fogo na vegetação.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) trabalha na confirmação da identidade da vítima por meio de exames de DNA, já que as impressões digitais foram destruídas pelo fogo. Amostras de material genético da região íntima foram coletadas e enviadas para análise laboratorial para identificar se houve crime de violência sexual antes da morte.
A DHPP já tem acesso a imagens nítidas do rosto do suspeito, além do rastreamento completo da rota de ida e volta ao posto de combustível. Informações que ajudem a localizar o criminoso podem ser repassadas de forma totalmente anônima pelos canais de denúncia 197 ou 180.
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