O deputado Lúdio Cabral (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores de Cuiabá rejeitou a filiação do empresário Marco Polo Pinheiro, o 'Popó', irmão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para evitar seria uma "ingerência política". O parlamentar apoiou a impugnação ao pedido de Popó para fazer parte da sigla. O requerimento para que a agremiação rejeitasse a ficha do irmão do prefeito foi feito pelo vereador que assumiu a vaga de Edna Sampaio, Robinson Cireia (PT).
"Não participei do processo de debate do pedido de filiação que o Popó fez. Todo cidadão pode pedir filiação no partido pela internet ou por meio de alguém da direção partidária. Depois, esse pedido é avaliado pela executiva municipal. Nosso vereador fez um pedido pela impugnação e nossa executiva deliberou por não aceitar a filiação do Popó", explicou Lúdio Cabral nesta terça-feira (21), na cerimônia de posse do conselheiro Sérgio Ricardo na presidência do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A exclusão de Popó foi definida a portas fechadas com o líder do diretório, Bob Almeida, Cireia, que antes atuava no escritório, e os demais membros da executiva.
Desde que Lula assumiu a Presidência da República, Popó vem flertando com o grupo de esquerda, no entanto, não foi admitido pela mesa diretora do partido em Cuiabá por representar a figura de Emanuel Pinheiro. O diretório municipal tem um posicionamento contrário à gestão do atual prefeito e pleiteia o Alencastro em 2024, fatores que, segundo Lúdio, distanciam ainda mais o irmão de Emanuel de entrar na sigla.
"Vou fazer uma leitura política: o Popó é irmão do prefeito de Cuiabá e a filiação dele ao PT, no momento em que o PT está decidindo seu posicionamento para as eleições de 2024, pode parecer um movimento de ingerência política sobre o partido e, por essa razão, a decisão da executiva municipal, de não aceitar qualquer tipo de ingerência do Emanuel Pinheiro no Partido dos Trabalhadores", asseverou o petista.
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