O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), rebateu nesta quinta-feira (19) as críticas que recebeu após utilizar o termo “leitear” durante uma discussão em plenário com o líder do governo, vereador Bruno Rios (PL). A fala ocorreu enquanto Rios defendia a votação de um projeto encaminhado pela prefeita Flávia Moretti (PL).
A expressão gerou repercussão negativa e foi criticada pela senadora Margareth Buzetti (PSD), que acusou o parlamentar de desrespeito e encabeçou uma enxurrada de críticas de notas de repúdio ao parlamentar.
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Wanderley subiu o tom e questionou a atuação da parlamentar em Várzea Grande. “A senadora precisa ir mais a Várzea Grande e ajudar o município. Só aparece agora, perto da eleição. Eu tenho respeito, mas fui educado. Não aceito esse tipo de colocação”, disse em entrevista.
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Em resposta, Wanderley negou qualquer intenção ofensiva e afirmou que sua fala foi distorcida. “Em nenhum momento eu chamei a prefeita de vaca. Em nenhum momento eu ofendi a pessoa dela. Foi um termo popular, usado no calor do debate [...] Mas estão levando a situação para outro lado. Eu apenas critiquei a tentativa de votar um projeto que ainda tem erros e precisa ser corrigido”, completou.
Segundo ele, o projeto apresentado pela Prefeitura possui inconsistências técnicas apontadas pela Procuradoria da Câmara, o que impediria sua votação imediata. Por isso, insistia para que a redação fosse ajustada antes de ir ao plenário, até o momento em que se irritou e fez a fala polêmica.
FALTA DE RESPEITO
Ainda de acordo com Cerqueira ele não tem problemas pessoais com a prefeita, e atribuiu à Moretti, um tratamento desrespeitoso com o Legislativo Municipal, o que teria resultado no desgaste atual. Entre os pontos citados pelo presidente da Câmara está a tentativa da gestora de impor por meio decreto a margem de remanejamento em 30%.
Enquanto o percentual de remanejamento aprovado pela Câmara estava em 5%, Flávia queria 30%. Assim, vetou o projeto aprovado em Sessão Plenária, e ainda publicou o Decreto com 30%. Contudo, a Câmara derrubou o veto e promulgou o percentual de remanejamento em 5%.
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