O governador Mauro Mendes, que ocupa a presidência do diretório mato-grossense do União Brasil, rebateu as críticas pela sua falta de envolvimento na construção da chapa a deputado estadual da legenda. A poucos meses das convenções partidárias, e enquanto a maioria das siglas já fazem ajustes finais, o União Brasil continua com dificuldade para chegar a entendimentos internos. A chapa no partido é vista como inviável e caciques da legenda cogitam trocas partidárias, já no fim do período de mudanças permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para viabilizar suas respectivas candidaturas. Mauro, por sua vez, alegou que já se colocou à disposição dos deputados para auxiliar na construção da lista, mas se isentou da responsabilidade.
"Ontem eu passei um áudio para os quatro deputados, várias vezes disse que estou à disposição para construir a chapa, mas não é minha obrigação e nem minha função construir chapa de deputado estadual. Estou parceiro para ajudar. Eles precisam fazer a parte deles para que a gente construa uma chapa", disparou o governador em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (18).
Mauro ainda naturalizou as possíveis movimentações partidárias. Entre os deputados estaduais do União Brasil, a principal celeuma se dá entre o líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco e o ex-presidente da Casa, Eduardo Botelho. Após atritos públicos entre os dois devido à composição das comissões permanentes da AL, aumentaram os rumores de que um, ou ambos, podem deixar o União Brasil.
Botelho foi acolhido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB), sua parceira política de longa data, que garantiu espaço a ele nas comissões. Uma mudança para o MDB, portanto, passou a entrar no radar. Já Dilmar cogita o PRD, presidido em Mato Grosso pelo ex-chefe da Casa Civil, Mauro Caravalho, parceiro de longa data do grupo de Mauro Mendes.
Enquanto os deputados fazem os próprios arranjos, Mauro Mendes se prepara para deixar o governo no dia 31 de março. Além de chefiar o governo e o partido, Mendes se prepara para seu próprio projeto eleitoral em direção ao Senado e tem acelerado o ritmo de entregas e agendas nos últimos dias à frente do Paiaguás.
"Vamos ver o que eles vão trazer e essa conversa não é de agora, já falei várias vezes que estou à disposição para conversar, contribuir, mas minha principal missão até o último dia do meu mandato é de cuidar de Mato Grosso", enfatizou.
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