Os humoristas Dalila Felfeli e José Didier publicaram vídeos afirmando que o termo “leiteiro”, utilizado pelo presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), durante sessão plenária desta terça-feira (17), faz parte do linguajar popular cuiabano, conhecido como “cuiabanês”.
Dalila, por meio de sua personagem Comadre Nhenho, listou expressões típicas da região metropolitana de Cuiabá, incluindo Várzea Grande, e explicou o significado da palavra.
“‘Leiteiro’ quer dizer puxar saco, puxar a sardinha para o lado dele”, afirmou.
Já Didier, criador do perfil “Xomano que mora logo ali”, tratou o episódio com humor e criticou a repercussão negativa.
“Eu ri, porque ‘leiteiro’ é um termo cuiabanês. Prefiro que use ‘leiteiro’ do que ‘puxa-saco’. Não pode falar nem leiteiro agora? Ah, pelo amor de Deus”, disse.
Ainda de acordo com os dois, o entendimento da fala como uma ofensa de gênero seria uma falta de conhecimento do coloquialismo regional.
ENTENDA A POLÊMICA
O episódio ocorreu durante uma discussão na Câmara Municipal sobre um projeto que destina cerca de R$ 6,9 milhões à saúde pública.
Durante o debate, Wanderley criticava pontos da proposta e pedia a correção para a continuidade da tramitação do projeto, quando se exaltou e acusou o vereador Bruno Rios (PL) de “leitear” a prefeita Flávia Moretti (PL).
A fala de Wanderley gerou repercussão negativa, encabeçada pela senador Margareth Buzetti (PP), além da manifestação de diversas entidades, incluindo o PT de Mato Grosso, que emitiram nota de repúdio, por considerar a fala misógina.
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