A projeção segue ligeiramente acima do centro da meta, de 3%. Isso indica que a trajetória de juros embutida no relatório Focus é insuficiente para fazer a inflação convergir ao alvo no período de seis trimestres observado pelo BC. Hoje, as medianas indicam que a Selic estará em 12,25% no fim deste ano e vai cair a 10,50% no fim de 2027.
Nesta quarta-feira, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15,0% para 14,75%, como previam 25 e 33 de casas consultadas pelo Projeções Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A decisão do colegiado foi unânime.
Ao justificar a decisão, o colegiado disse entender "que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", diz o comunicado.
A cotação do dólar usada pelo comitê nas suas projeções diminuiu de R$ 5,35 para R$ 5,20. A mediana do Focus para o IPCA de 2026 passou de 4,0% na reunião anterior para 4,10% agora. Para 2027, permaneceu em 3,80%.
A projeção do Copom para o IPCA acumulado em 2026 passou de 3,4% para 3,9%. Também nesse cenário de referência, o Copom ajustou as suas projeções para a inflação de preços livres em 2026 (3,5% para 3,7%) e no terceiro trimestre de 2027 (3,1% para 3,3%). A projeção para os preços administrados passou de 3,0% para 4,3% este ano e de 3,3% para 3,2% no horizonte relevante.
Todas as estimativas levam em conta a evolução da taxa de câmbio conforme a paridade do poder de compra (PPC), a trajetória da Selic embutida no relatório Focus e o preço do petróleo seguindo a curva futura por aproximadamente seis meses, passando a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, no cenário de referência, adota-se a hipótese de bandeira tarifária "amarela" em dezembro de 2026 e de 2027.
Juros reais
Com a redução da Selic para 14,75%, o Brasil continua com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, de 9,51%, segundo o ranking MoneYou/Lev Intelligence. O País está atrás apenas da Turquia, com 10,38%. A Rússia aparece em terceiro lugar, com 9,41%, seguida pela Argentina, também com 9,41%, e o México (5,39%).
O BC calcula que a taxa real neutra de juros do Brasil - que não estimula, nem deprime a economia - é de 5,0%.
(Com Agência Estado)
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