"O primeiro desejo do governo é que eles não façam greve", declarou Randolfe a jornalistas.
Randolfe disse que o governo está disposto a discutir mecanismos de compensação financeira aos Estados caso haja redução do ICMS, mas afirmou que falta adesão de parte dos governadores. O senador citou que o ICMS representa cerca de 35% do preço final do combustível.
"O governo se dispõe a debater sobre isso, criar algum mecanismo de compensação, caso seja necessário", afirmou. Segundo ele, alguns Estados já deram sinais positivos, mas não há, até agora, uma sinalização ampla.
Sobre a possibilidade de uma reunião entre Planalto e governadores, Randolfe afirmou que o governo "cogita todas as possibilidades", mas disse não haver data definida. O parlamentar disse também não ter informações sobre reuniões formais entre caminhoneiros e governo, mas disse que o Executivo está "monitorando" e "dialogando com todos".
O senador ainda negou preocupação com impactos de uma eventual greve sobre as eleições de outubro. "Não estou pensando na eleição, estou pensando nas pessoas que com o colapso do abastecimento vão ficar em filas, vão ficar sem abastecimento, vão ficar sem comida", declarou.
(Com Agência Estado)
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