Faccionados recebiam ensinamentos de táticas de guerrilha em um curso ministrado na Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), localizada em Santo Antônio de Leverger, nas proximidades do Rio São Lourenço (30 km de Cuiabá). Segundo informações da Polícia Civil, que deflagrou a Operação Argos nesta sexta-feira (13), os faccionados eram treinados com armamento de uso exclusivo do exército e aprendiam a montar e desmontar armas longas e curtas e efetuar disparos a diversas distâncias contra "inimigos".
Além disso, os faccionados também aprendiam técnicas de sobrevivência na mata em caso de fuga após os ataques. Dentre os armamentos usados, foram identificados fuzis .556 e .762, pistolas .40 e .9mm, metralhadora e até mesmo uma arma de fogo com tripé .30.
A existência do curso começou a ser registrada em diversas delegacias de Mato Grosso, policiais de várias cidades relatavam, após prisões de membros de facções, que os suspeitos diziam terem realizado um curso de sobrevivência na selva e manutenção de armamento com disparos de arma de fogo em uma área indígena.
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Nos cursos, os dois “instrutores” são conhecidos como 01 e 02. As investigações apontam que o suspeito chamado de 02 é o responsável por utilizar um barco com motor para levar os alunos do curso e o instrutor chamado de 01 até uma região de mata às margens do Rio Vermelho para efetuarem os disparos de armas de fogo.
Para evitar que a comunidade indígena ouvisse os tiros, o grupo subia o Rio São Lourenço por alguns quilômetros antes de iniciar os treinamentos, segundo a Polícia Civil.
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