O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), anunciou e depois recuou da realização de uma coletiva que ocorreria na manhã desta quinta-feira (19), na sede do Partido Liberal. O cancelamento, sem explicação oficial, foi interpretado nos bastidores como reflexo direto da movimentação do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A expectativa era de que Wellington utilizasse o espaço para reafirmar sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás. No entanto, a coletiva acabou não acontecendo, dois dias após Pivetta se reunir, em Brasília, com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, em busca de viabilizar uma aliança.
Apesar do gesto político, Pivetta voltou do encontro mantendo o discurso cauteloso: classificou a aliança como “pouco provável”, mas sem descartá-la completamente. À imprensa, ele ressaltou que o principal entrave é justamente a pré-candidatura já colocada de Wellington Fagundes dentro do PL.
Enquanto isso, Wellington tem reiterado que o partido já possui nome definido para a disputa ao governo: ele próprio.
PL ESTREMECIDO
O episódio ocorre em meio a uma semana de turbulência dentro do PL em Mato Grosso. Este foi o segundo recuo de agenda envolvendo lideranças da sigla em poucos dias.
O primeiro desgaste veio após o deputado federal Zé Medeiros, pré-candidato ao Senado, anunciar com entusiasmo a vinda do senador Flávio Bolsonaro ao estado para fortalecer seu projeto político, sem mencionar Wellington Fagundes. A omissão foi interpretada como um sinal de descolamento interno e abriu uma nova crise no partido.
A repercussão negativa levou, inclusive, ao cancelamento da agenda de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.
A relação entre Medeiros e Wellington está longe de ser considerada harmônica. O deputado estaria receoso com supostas articulações de Fagundes para atrair o MDB, comandado no estado pela deputada Janaina Riva, nora de Fagundes e também pré-candidata ao Senado, sendo assim, uma adversária direta de Medeiros nas urnas.
Por outro lado, aliados de Wellington afirmam que o senador também estaria insatisfeito com Medeiros, a quem atribui movimentos para desgastá-lo junto à ala mais conservadora do eleitorado bolsonarista.
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