Contudo, a despeito da variação positiva no mês passado, o indicador ainda aponta para um cenário de acomodação no mercado. No primeiro bimestre de 2026, o IPM-H acumula queda de 0,58%, enquanto, no recorte de 12 meses, o recuo é de 1,96%.
Para Herbert Cepêra, diretor-executivo da Bionexo, o acompanhamento sistemático do indicador contribui para ampliar a previsibilidade na gestão de suprimentos hospitalares em um mercado sensível a fatores macroeconômicos e à dinâmica global da indústria farmacêutica.
"Mesmo com a variação positiva em fevereiro, o comportamento recente do índice indica um período de maior estabilidade nos preços. Em um mercado fortemente influenciado por fatores como câmbio e cadeias globais de produção, ter visibilidade sobre essas oscilações é fundamental para apoiar decisões de compra mais eficientes por parte dos hospitais", afirma.
Na avaliação de Bruno Oliva, economista e pesquisador da Fipe, "a apuração de fevereiro marcou o retorno do IPM-H ao campo positivo, com variação muito próxima à média histórica para o mês. O resultado interrompe nove meses de queda, mas ainda não altera o quadro de acomodação dos preços de medicamentos hospitalares em 12 meses, que seguem influenciados principalmente pelo comportamento da taxa de câmbio."
No acumulado dos 12 meses encerrados em fevereiro, o IPM-H passou a registrar queda de 0,98%, com retração em nove dos doze grupos terapêuticos analisados. De acordo com Cepêra e Oliva, apesar da acomodação recente, a série histórica do indicador evidencia a pressão estrutural sobre os custos do setor. Desde o início da série, em 2015, o índice acumula alta de 45,5%, refletindo o avanço dos preços de medicamentos utilizados no ambiente hospitalar ao longo da última década.
(Com Agência Estado)
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