O senador Jayme Campos (União) subiu o tom e, sem citar nomes, afirmou que um pequeno grupo transformou Mato Grosso em refém de seus próprios interesses. Em meio às articulações para a disputa pelo Governo do Estado, o parlamentar prometeu fazer um "freio de arrumação" na administração pública e chegou a prever que "vai estourar o furúnculo" da corrupção.
"O Estado não suporta mais o que está acontecendo aqui. E virá à tona [...] Vai estourar o furúnculo já já. O carnegão é grande. Não vai sobrar pedra sobre pedra", disparou Jayme durante entrevista à Rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (21).
Com dificuldades para viabilizar a própria candidatura dentro do União Brasil, o senador intensificou as críticas ao modelo de gestão que, segundo ele, transformou o Estado em uma "S.A." comandada por poucas pessoas. Jayme afirmou que sua missão é "rever o conceito de gestão pública" na administração estadual.
O parlamentar também voltou a rebater as articulações dentro do União Brasil para apoiar o governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, ao Palácio Paiaguás. O senador cobrou respeito pela sua trajetória política.
"Eu nunca saí desse partido. O partido acabou, montou outra sigla e Jayme Campos estava lá. Como qualquer cidadão em sã consciência entende que, se o partido tem uma candidatura, você quer emprestar um candidato de outra agremiação partidária para que seu partido apoie", afirmou.
"Se fosse uma candidatura qualquer até poderia haver uma reação partidária, mas não é o caso de Jayme Campos. Eu tenho uma história. Tenho seis mandatos, todos conquistados pelo voto direto. Mas agora eles querem impor uma situação. Montou-se um grupo como se o Estado fosse uma S.A. Onde nós vamos parar transformando esse Estado em um Estado ditatorial e empresarial?", questionou.
Apesar das críticas, o senador garantiu que respeitará o resultado da convenção do União Brasil, marcada para 30 de julho. Caso seja derrotado na disputa interna, afirmou que deixará o projeto eleitoral de lado.
"Se eu, por acaso, não ganhar a convenção, vou para casa. Tenho muito o que fazer. Faço política porque gosto de gente e respeito a sociedade. Disputei seis eleições e ganhei as seis. Muitos dos que estão se achando reis da cocada-preta, donos de Mato Grosso, já disputaram e perderam. Jayme Campos não. Sou vitorioso porque faço política com respeito ao cidadão que me dá essa chance", concluiu.
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