Política Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011, 09:27 - A | A

Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011, 09h:27 - A | A

REAÇÃO

Governador Silval 'pede' para Assembleia não aumentar seu salário

Em telefonema ao presidente da AL, chefe do Executiva alerta que reajuste provocaria efeito cascata em outros cargos, como secretários de Estado e adjuntos

PAULO COELHO

Guilherme Filho/Secom/MT

Governador Silval Barbosa abre mão de reajuste do próprio salário para evitar compromotimento da folha

O governador Silval Barbosa (PMDB) abriu mão do próprio reajuste salarial deste ano, com base no INPC (Índice Nacional de Preços Ao Consumidor). Ele chegou a telefonar ao presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD) durante a reunião do Colégio de Líderes na tarde de terça-feira (13) para comunicar aos parlamentares que não aceitará o reajuste e que, com isso, pretende evitar o chamado “efeito cascata”, ou seja, a elevação salarial de seu secretariado.

A Mesa Diretora já tinha em mãos a proposta que elevaria o salário de Silval, de R$ 15.050,00 para R$ 16.055,69. Com isso, a Assembleia apenas colocará em votação antes do recesso, proposta que mantém o atual salário do governador.

A iniciativa de Silval causou boa impressão entre os deputados, especialmente nos que defendem ajuste da máquina do governo para se manter o equilíbrio e a viabilidade administrativos.

“Sem dúvida interferiria nos salários dos secretários e aí haveria uma pressão de adjuntos também pelo reajuste e isso é uma demonstração de preocupação com a o ajuste’, disse o tucano Carlos Avalone.

Guilherme Maluf, também do PSDB, aprovou a decisão do chefe do Executivo, reforçando a tese da contenção de gastos, porém, salientou que o governo com isso, congela ainda mais realianhamento salarial dos servidores comissionados que “há muitos anos não recebem reajustes”.

Conforme o deputado Emanuel Pinheiro, a rejeição ao aumento salarial, manifestada pelo governador significa “cortar a própria carne” no que se refere à contenção de despesas para a manutenção do equilíbrio da máquina.

“Ele não pode comprometer o Tesouro Estadual, então esse pedido dele para que a Assembleia não dê o seu aumento salarial é um bom exemplo e que mostra à sociedade que ele está determinado a ajustar as finanças públicas”, completou o republicano.

Conforme cálculo inicial do governo o reajuste salarial do governador e secretários considerando ainda servidores da área instrumental entre outros passaria da casa dos R$ 20 milhões na folha de pagamento do Executivo.


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