O governador Mauro Mendes (União Brasil) disse que fez sua parte para garantir a manutenção do Fethab na Reforma Tributária, durante o debate do Senado, realizado em Brasília nesta terça-feira (29). O gestor estadual também afirmou que, por enquanto, o fundo está assegurado no texto-base e sofreu uma movimentação, passando do artigo 20 para o 19. Além do Fethab, Mauro defende o aumento do seguro-receita de 3% para 5% e de que o Conselho Federativo, órgão que concentrará no futuro a divisão dos impostos, não tenha poder de decisão.
"Olha, eu fiz a minha parte. Fui lá, conceituei, coloquei alguns pontos, falei da substituição tributária. Vejo que muitos atores que estão no cenário político brasileiro hoje, tomando essas decisões, importantes atores, ainda não têm um conhecimento com maior profundidade do próprio texto, do que está acontecendo e das consequências. Mas eu fiz a minha parte, fui lá, defendi as posições de Mato Grosso, defendi o artigo 19, conversamos lá com vários senadores dos bastidores e tive mais uma oportunidade de falar com o Eduardo Braga, que é o relator", declarou Mauro Mendes nesta quarta-feira (30), durante vistoria nas obras de extensão da avenida Parque do Barbado, em Cuiabá.
O gestor retornou de Brasília com um entendimento reciclado a respeito do empenho do Senado. De acordo com Mauro, os parlamentares estão conscientes e mais intencionados para ampliar o diálogo sobre a Reforma Tributária.
"Percebo que o Senado está procurando aprofundar um pouco mais a compreensão do texto e o desdobramento desse texto na vida real do cidadão brasileiro. Eu disse lá, ontem, que não existe nenhuma lei nesse país que possa impactar em todos os cidadãos porque todos nós pagamos impostos. Todos nós somos pagadores de impostos", falou o governador.
Mesmo diante das impressões positivas e expectativas para que o Fethab seja contemplado no relatório do senador Eduardo Braga (MDB-BA), Mendes lembrou que, a exemplo do que houve quando a Reforma estava para discussão na Câmara dos Deputados, esse imbróglio só terá um ponto final quando o último voto foi contabilizado.
"Continua porque é só quando terminar a votação ou for publicado o relatório do senador é que nós vamos saber o que ele traz. Mas já conversamos com ele, já explicamos e tivemos a semana passada uma reunião com ele. E o texto trazido da Câmara dos Deputados, ele preconiza que somente estados que já criaram até o dia 30 de abril poderão manter esse tipo de cobrança até 2043. E eles são fundamentais para manter a logística no estado de Mato Grosso", explicou Mauro.
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