Segunda-Feira, 05 de Agosto de 2019, 17h:49

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Deputados aliados decidem não mais cobrar proposta do governo se Sintep não ceder

Presidente da Assembleia confirma pacto e diz que governador está fortalecido com decisões judiciais que declararam a greve ilegal

Por: PAULO COELHO

Uma “última proposta” para que os servidores da Educação pública ponham fim à greve que já dura mais  de 70 dias, foi debatida na presidência da Assembleia Legislativa no inicio da noite desta segunda-feira (5). Construído entre o Parlamento e técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda, a proposta visa destinar, a partir do ano que vem, 75% ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e 25% às leis de carreira.

O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), fez questão de frisar que essa é “a última proposta” intermediada pela Assembleia e que, a partir de agora, o Parlamento não mais cobrará propostas do governador Mauro Mendes (DEM) para pôr fim à greve, sendo que já houve várias propostas, e até então, nenhuma foi aceita pela categoria.

Fablicio Rodrigues

Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ALMT

 Sede do Legislativo de Mato Grosso

“Já há um pacto entre os deputados da base aliada, de não fazer mais cobrança de proposta do governo e nem de intermediar”, salientou Botelho, frisando que o melhor caminho é o diálogo, mas que, se essa proposta não for aceita, o governo ficará mais fortalecido para estabelecer um processo mais radical, como o de demissão dos grevistas, por exemplo.

“A esperança é de os professores voltarem às aulas ou alguém vai ser 'prensado' aí, porque o governador ganhou força com a decisão que considerou ilegal a greve. Então, o que queremos é achar o melhor caminho para os professores e para que essa lei fique em vigor, pois o problema é que essa lei pode cair, o que pode ser evitado se eles aceitarem nossa última proposta”, enfatizou o presidente da Assembleia.

A lei 510/2013 (poder de dobra), é a principal reivindicação dos grevistas, mas o governo descartou qualquer possibilidade de atendê-la de imediato, alegando já ter estourado o limite dos 49% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O Sintep está sendo esperado na Assembleia para oficializar sua resposta que, num primeiro momento já foi negativa, quando de sua concentração num ato público realizado durante toda a tarde desta segunda-feira, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho-MT.

 

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