Os delegados do União Brasil decidem nesta quinta-feira (30) se o partido homologará a pré-candidatura do senador Jayme Campos ao governo. Para vencer a disputa interna, o senador precisa do apoio de três quintos dos 50 convencionais, o equivalente a 30 votos.
Jayme afirma contar com o respaldo de 35 delegados. Porém, às vésperas da convenção, o presidente estadual da sigla, o ex-governador Mauro Mendes, articulou a renúncia dos prefeitos de Tangará da Serra e de Matupá à condição de delegados titulares. Com isso, os suplentes assumiram as vagas e também passaram a votar, enquanto os prefeitos mantiveram o direito ao voto como presidentes dos diretórios municipais. Na prática, o grupo alinhado ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ganhou mais dois votos.
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A movimentação de Mauro ocorre após mudanças no regimento interno do União Brasil. Antes, delegados que também presidiam diretórios municipais exerciam voto duplo. O presidente nacional da legenda, Antonio Rueda, alterou a regra e extinguiu essa possibilidade.
Rueda também elevou o quórum necessário para homologação de candidatura de maioria simples para três quintos dos votos dos convencionais. Além disso, manteve o voto secreto e permitiu que cada delegado possa declarar seu voto por até dois minutos durante a convenção.
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O desfecho da disputa interna é acompanhado de perto pelas demais siglas de Mato Grosso. A decisão do União Brasil deverá influenciar a formação das alianças para as eleições de 2026, com reflexos na composição das chapas majoritárias e proporcionais para deputado estadual, deputado federal e Senado.
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