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Política Sexta-feira, 21 de Junho de 2024, 12:20 - A | A

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Sexta-feira, 21 de Junho de 2024, 12h:20 - A | A

"MELHORAR O PADRÃO"

Conab vai qualificar empresas antes da fase de lances do leilão do arroz, explica Fávaro

A mudança no processo se dá após suspeitas de fraude que implicou na suspensão do certame anterior

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro (PSD), disse que o leilão do arroz, suspenso por suspeitas de fraude, é replanejado pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Afim de evitar um novo escândalo, os órgãos incluíram uma etapa de qualificação. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terá conhecimento antecipado do perfil das empresas para "melhorar o padrão" antes dos lances.   

"O leilão do arroz está sendo replanejado com o auxílio da CGU e AGU para que a Conab possa saber antecipadamente, saber e qualificar para melhorar o padrão das empresas que participam e, com isso, ter melhor uma melhor efetividade. Está tendo toda uma determinação para que isso se efetive da melhor forma possível", falou Carlos Fávaro nesta sexta-feira (21) durante a cerimônia de lançamento da etapa das Rotas de Integração, em Cáceres (a 218 km de Cuiabá). 

LEIA MAIS: Carlos Fávaro se enrola no depoimento e solta que Lula "sugeriu" pedido de demissão de Neri

Fávaro explicou que, no edital anterior, a qualificação das empresas era terceirizada às bolsas de mercadorias. Um dos motivos pela suspensão do certame, inclusive, foi a compra de 44% dos lotes do leilão do arroz pela Bolsa de Mercadorias de Mato Grosso, cujo proprietário é o advogado Robson França, ex-assessor do ex-secretário de Política Agrícola, Neri Geller (PP).

O filho de Neri, Marcelo Geller, também foi ventilado como sócio da bolsa. A ligação pessoal de Neri com Robson implicou em sua exoneração do Mapa. Conforme Carlos Fávaro em oitiva na Comissão da Agricultura da Câmara dos Deputados nesta semana, o desligamento foi um passo necessário para assegurar a "credibilidade" das ações do governo federal.  

LEIA MAIS: Fávaro diz que exoneração de Neri dá "credibilidade" ao governo, mas isenta ex-secretário

Por sua vez, em seu depoimento, Neri Geller negou o "conflito de interesses" e acentuou o tom contra Fávaro, afirmando estar "chateado" com o ministro que o conhece há mais de 30 anos e o afastou do Mapa pelas portas do fundos. Dias depois da exoneração, a coluna de Andreza Matais no Uol trouxe outro fator que pesou na balança contra Neri, antes de deixar o staff do governo federal, o ex-secretário encaixou a esposa, a advogada Juliana Vieira Geller, na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

A advogada foi nomeada no cargo de assessora da presidência, com salário de R$ 15.220,38. Além da companheira, Neri tamém teria apadrinhado Thiago José dos Santos como diretor de Operações e Abastecimento da Conab.

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