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Política Quinta-feira, 30 de Julho de 2026, 15:55 - A | A

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2026, 15h:55 - A | A

CÉDULA DOS DELEGADOS

Após embates, Júlio diz que grupo pode levar convenção do União à Justiça

O deputado afirmou que tentará resolver impasses primeiro nas instâncias partidárias, mas não descarta judicializar o processo caso haja descumprimento do regimento

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO E SILVÉRIO ALMEIDA
Da Redação/Do Local

Bianca Mortelaro/HNT

O deputado estadual Júlio Campos (UB).

O deputado estadual Júlio Campos (UB).

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) não descartou a possibilidade de judicializar a condução da convenção do partido, realizada nesta quinta-feira (30), na CDL Cuiabá. Júlio afirmou que, caso identifique alguma irregularidade no cumprimento do regimento, ele e o pré-candidato ao governo, senador Jayme Campos (União Brasil), tentarão resolver a questão primeiro nas instâncias partidárias, consultando as direções estadual e nacional da legenda. Somente em último caso recorrerão à Justiça.

"Se tiver alguma dificuldade, primeiro vamos tentar resolver a nível partidário, na direção nacional. Depois, se necessário, no nível judicial", disse Júlio à imprensa.

LEIA MAIS: Convenção tem embate sobre regras, mas Mauro mantém votação sobre candidatura de Jayme

Na abertura da convenção, Júlio Campos protagonizou um embate com o presidente estadual da sigla, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). O deputado apresentou duas questões de ordem relacionadas ao conteúdo da cédula de votação entregue aos delegados.

Na primeira, alegou que o documento fazia referência à indicação de vice na chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Mauro rejeitou o questionamento, afirmando que esse trecho havia sido retirado após reunião que contou com a participação do próprio Júlio.

A segunda manifestação contestou a inclusão da opção de coligação na cédula. Mauro Mendes respondeu que a resolução da direção nacional autorizava esse formato e manteve o procedimento, dando sequência à votação.

Apesar das divergências, Júlio e Jayme demonstraram confiança no resultado. Durante a convenção, o senador recebeu apoio dos oito convencionais que discursaram. Ainda assim, o deputado garantiu que, caso o grupo seja derrotado nas urnas, respeitará a decisão do partido.

"Se ele perder na convenção do partido dele, é sinal de que o partido não nos quer. O partido decidiu, tem que ser respeitado. Se o partido decidir que não quer Jayme Campos candidato, ele não vai ser candidato. Se o seu companheiro de 40 anos, 50 anos, não quer você, o que você quer lá? Vai para casa", ironizou.

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