O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) apresentou uma questão de ordem e pediu a impugnação da votação que definirá o futuro da pré-candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao governo. Júlio questionou o conteúdo da cédula entregue aos 50 delegados, que apresenta duas alternativas: candidatura própria com Jayme ao Palácio Paiaguás ou apoio à candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
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Segundo Júlio, o regimento interno do partido não permitiria que a convenção estadual deliberasse sobre alternativas que não tivessem sido registradas dentro do prazo regimental. Com isso, o deputado pretendia impugnar a suposta inclusão de uma terceira opção aos convencionais: de composição à vice-governadoria.
"Queremos impugnar, desde logo, proposta de composição que não tenha sido tempestivamente registrada nos prazos regimentais", iniciou Júlio.
"Conforme consta, apenas duas proposições relativas à disputa majoritária foram registradas no prazo regimental: a primeira de candidatura própria, tendo como candidato próprio o senhor senador Jayme Campos. A segunda, formação de uma coligação para apoio à candidatura própria do partido Republicanos ao governo do Estado. Assim, não é juridicamente admissível inserir na cédula uma terceira proposta, ou seja, desdobramento não registrado, com eventual indicação de candidato a vice-governador na chapa do Republicanos", complementou.
O presidente estadual do União Brasil, ex-governador Mauro Mendes, rejeitou o pedido e afirmou que a cédula foi construída em consenso entre as partes envolvidas, incluindo Jayme Campos e seus advogados. Segundo Mauro, o documento não trata de escolha de vice-governador nem de outros cargos da chapa.
"A cédula é a mesma que ontem eu, o senhor senador Jayme Campos, Dilmar Dal Bosco, Aécio Rodrigues e vossos advogados acordamos e decidimos conjuntamente. Nela não existe menção a qualquer citação sobre vice-governador. Isso não está sendo colocado em votação nesse momento. Sua questão de ordem é inócua e rejeitada", declarou Mauro.
O ex-governador afirmou ainda que a condução da convenção segue as regras definidas pela direção nacional do União Brasil e que todos os procedimentos foram submetidos à análise jurídica da legenda.
Jayme Campos pediu que o questionamento apresentado por Júlio fosse anexado à ata da convenção. Mauro concordou com o registro e afirmou que eventuais desdobramentos futuros poderão ser analisados posteriormente.
Júlio ainda chegou a fazer uma segunda colocação questionando a ausência de manifestação formal do Republicanos requerendo aliança com o União Brasil, o que, segundo o deputado, imepediria a composição. Mauro, porém, alegou que a proposta precisava ser apresentada internamente e que o pedido do Republicanos não era requisito para que um filiado do União Brasil apresentasse a alternativa.
Diante dos impasses, Jayme também pediu a fala. Ele pacificou a validade da proposta de apoio ao Republicanos, mas fez um apelo por transparência, defendendo a votação aberta. O presidente do partido reforçou que, havendo divergência sobre a formação da chapa, a votação deveria ser secreta.
Posteriormente, Dilmar Dal Bosco, deputado estadual e secretário do UB, usou o microfone e detonou o que chamou de "traição ao partido". Mauro, mais uma vez, rebateu.
"Um partido decidir que vai apoiar outro isso é uma decisão política e nosso partido, historicamente, por várias vezes, decidiu apoiar candidatos de outros partidos", disse o presidente da legenda sob vaias.
A votação segue em caráter secreto, com as urnas abertas pelo período de cinco horas para que os delegados definam se o União Brasil lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou seguirá o projeto de apoio a Otaviano Pivetta.
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