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Política Quinta-feira, 30 de Julho de 2026, 11:30 - A | A

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Quinta-feira, 30 de Julho de 2026, 11h:30 - A | A

FUTURO DA FEDERAÇÃO

Margareth faz discurso pró-Pivetta, mas diz que União é 'soberano' para decidir

A pré-candidata ao Senado integra o colegiado da alta cúpula da Federçaão União Progressista que discutirá resultado da convenção sobre Jayme Campos ao governo

CAMILA RIBEIRO / BIANCA MORTELARO
Da Redação/Do Local

Bianca Mortelaro/HNT

A suplente no Senado, Margareth Buzetti (PP).

A suplente no Senado, Margareth Buzetti (PP).

Durante a convenção do PP, nesta quinta-feira (30), a suplente ao Senado, Margareth Buzetti (PP), classificou como "complicado" o cenário da Federação União Progressista (UP). Ela reafirmou apoio à pré-candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), mas reconheceu que o União Brasil é "soberano" e tem autonomia para definir seu posicionamento dentro da federação. Segundo Buzetti, será preciso aguardar a decisão da convenção do partido aliado sobre a pré-candidatura do senador Jayme Campos (União Brasil) ao governo. 

LEIA MAIS: PP abre mão da vice de Pivetta e indica Margareth para dobradinha e Cidinho para suplência

"A convenção do União Brasil é soberana para decidir o que será feito. E a do PP também. Nós precisamos, sim, encaminhar o nome de quem pretendemos apoiar para o governo, que seria o candidato dos Republicanos. Mas vamos conversar e ver o que todo mundo pensa", afirmou Buzetti à imprensa.

Margareth integra o colegiado da alta cúpula da federação responsável por deliberar sobre o resultado da convenção do União Brasil. Ao todo, sete integrantes terão direito a voto nessa instância. A suplente ao Senado lamentou a falta de diálogo entre as principais lideranças da federação e avaliou que Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes deveriam ter discutido o impasse antes que a disputa interna se intensificasse.

Para ela, Jayme deveria ter apresentado seu projeto para as eleições de 2026 no início das discussões, enquanto Mauro Mendes sempre deixou claro o compromisso político firmado com Otaviano Pivetta desde 2018.

"É uma situação bem complicada, porque eu sempre estive do mesmo lado, que foi o lado do ex-governador Mauro Mendes, que apoia o Pivetta", declarou.

Na tentativa de evitar o impasse, Margareth revelou que procurou Jayme Campos e se colocou à disposição para retirar sua pré-candidatura ao Senado, permitindo que ele formasse chapa com Mauro Mendes. No entanto, segundo ela, o senador manteve o projeto de disputar o governo. 

"Eu fui conversar com ele, falei abertamente e perguntei se ele queria ser candidato ao Senado. Ele tinha a vaga, porque é senador eleito e eu sou suplente. Eu recuaria, mas ele me disse que não, que era candidato ao governo. E foi isso", concluiu.

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