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Política Quarta-feira, 12 de Agosto de 2026, 08:26 - A | A

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ESQUEMA DA OI

Após cair da chapa de Pivetta, Garcia nega esquema e diz estar “tranquilo” para se defender

Com a desistência da vice-governadoria, Fábio Garcia retorna à chapa de deputados federais do União Brasil para buscar a reeleição

BIANCA MORTELARO E CAMILA RIBEIRO
Da Redação/Do Local

Reprodução/ALMT

Fábio Garcia

O deputado federal Fábio Garcia (UB) afirmou que está “tranquilo” para realizar defesa perante as acusações da Operação Heritage, que investiga um suposto esquema de desvio de cerca de R$ 318 milhões em um acordo entre o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (11), momento em que também foi anunciada a sua desistência de concorrer à vaga de vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos) à reeleição.

Indagado sobre sua preparação para enfrentar o processo e os desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal, o parlamentar demonstrou confiança em sua trajetória. “Super tranquilo, absolutamente tranquilo. Tenho absoluta convicção dos meus atos e da minha honestidade”, destacou Garcia.

Na sequência, ele reforçou a necessidade de pragmatismo diante do cenário político imposto pela investigação: “Tem realidades que estão postas na nossa frente. A gente precisa ter coragem de tomar a decisão. Como o governador Pivetta falou aqui, esse foi o consenso no grupo e vida que segue. Levantar a cabeça e seguir trabalhando”.

Sobre a possibilidade de se sentir injustiçado pelo grupo político ou de estar sendo alvo de uma manobra após os recentes episódios, Garcia rechaçou qualquer ressentimento, citando os cargos que já ocupou por indicação de seus aliados.

“Dentro desse grupo político, eu fui secretário de governo da prefeitura de Cuiabá, eu fui deputado federal, eu fui senador da República, eu fui chefe da Casa Civil do governo de Mato Grosso. Eu não posso ter senso de injustiça com meu grupo”, afirmou.

A mudança de rota na carreira eleitoral de Fábio Garcia ocorre após ele ser apontado como um dos alvos da ação da PF e sofrer medidas cautelares impostas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a desistência da vice-governadoria, o parlamentar retorna à chapa de deputados federais do União Brasil para buscar a reeleição. A decisão atende a um apelo de dirigentes partidários, que avaliaram que as restrições impostas pelo STF, como a proibição de manter contato com o ex-governador Mauro Mendes (UB), poderiam prejudicar as campanhas majoritárias do grupo.

A Operação Heritage investiga crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados a um crédito tributário da Oi que teria sido pulverizado em fundos de investimento ligados a núcleos familiares de agentes políticos. Fábio Garcia nega qualquer irregularidade, afirmando que o acordo jamais passou pela Casa Civil sob sua gestão e que não possui cotas nos fundos mencionados. Além das restrições de contato, a decisão judicial incluiu o bloqueio de bens e a retenção de passaportes de diversos investigados.

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