O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União Brasil), presidente da Comissão Eleitoral da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), afirmou, nesta quarta-feira (28), que não vê possibilidade de novos questionamentos capazes de reverter a reeleição de Hemerson Máximo, o Maninho, para o comando da entidade no triênio 2027-2029. Conforme o gestor, a desistência da ação judicial apresentada pelo município de Nova Xavantina encerrou o impasse que havia suspendido o processo eleitoral. Maninho foi reconduzido ao cargo após receber os 111 votos contabilizados pela comissão.
A apuração ocorreu na sede da AMM, em Cuiabá, após autorização da Justiça para a abertura das urnas, que permaneceram lacradas durante a disputa judicial. Alexandre explicou que os trabalhos foram retomados exclusivamente para a contagem dos votos e a proclamação do resultado, sem registro de novas intercorrências.
“A Comissão Eleitoral fez a contagem de votos, deu 111 votos favoráveis à chapa 1, que declarou vencedor o Maninho, atual presidente, para esse pleito de 27 e 29. Então, transcorreu tudo normal. A partir da liberação da Justiça, nós somente fizemos a abertura das urnas, a contagem e declaramos o vencedor a partir disso”, afirmou.
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A eleição havia sido interrompida em 16 de setembro, quando 99 prefeitos já tinham depositado seus votos. A suspensão ocorreu após o município de Nova Xavantina recorrer à Justiça para questionar alterações no estatuto da associação e as regras de convocação do pleito, incluindo a ampliação do mandato da diretoria de dois para três anos.
Posteriormente, uma votação complementar permitiu a participação dos demais gestores habilitados, mas as urnas permaneceram lacradas até que houvesse autorização judicial para a apuração. O impasse foi encerrado após um acordo entre a AMM e o município de Nova Xavantina, homologado pela Justiça, que permitiu a conclusão do processo eleitoral.
Questionado sobre a possibilidade de apresentação de novos recursos ou medidas capazes de anular o resultado, Alexandre sustentou que a retirada da ação pelo município responsável pela contestação afastou os obstáculos jurídicos que impediam a conclusão da eleição.
“Não cabe, porque o próprio município de Nova Xavantina, que foi o que entrou com a peça, retirou essa peça. Então, considerando que ele já não está mais no processo, já não tem mais nenhum instrumento que possa retroagir ou então retroceder para fazer análise do método”, declarou.
Com chapa única, denominada “AMM + Forte e Presente”, Maninho permanecerá à frente da entidade no próximo mandato. A associação reúne os municípios de Mato Grosso e atua na representação dos interesses das administrações municipais perante os governos estadual e federal.
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