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Política Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 10:04 - A | A

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Sexta-feira, 29 de Maio de 2026, 10h:04 - A | A

ANTES DA SAÍDA DE AMAURI

Abilio diz que investigações sobre rombo na Educação começaram ainda em janeiro

O prefeito afirmou que soube da compra de livros em 28 de janeiro; o ex-secretário deixou o cargo em 2 de abril

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse que tomou conhecimento do susposto desvio de R$ 80 milhões para compras de livros em 28 de janeiro, 118 dias antes de expor a denúncia. Enquanto a auditoria era realizada, o ex-secretário de Educação, Amauri Monge, seguia como titular da pasta. Amauri só formalizou o pedido de exoneração em 2 de abril, cerca de 60 dias depois.

LEIA MAIS: Câmara de Cuiabá tem cinco CPIs instaladas e pedido de Maysa fica na fila

"A investigação, não sei se já compartilharam os documentos com vocês, eu pedi no dia 28 de janeiro de 2026. Assim que soube, eu pedi para fazer a investigação. O vídeo que eu divulguei ontem foi apenas um vídeo", falou Abilio nesta quinta-feira (28) após reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo.

O prefeito justificou que a demora foi necessária para reunir documentos. "Eu precisava que a investigação pudesse apurar um pouco mais de detalhes para saber se havia alguma possibilidade de irregularidade. Então, a investigação avançou muito e me passou algumas informações que me assustaram".

Abilio também esclareceu que em Cuiabá os secretários são executores de despesa e têm autonomia para definir como utilizar o orçamento.

Enquanto Abilio estava no TCE, Amauri Monge atendia convocação dos vereadores, prestando esclarecimentos à Câmara. O ex-secretário afirmou que a Educação empenhou os 25% mínimos do orçamento para comras, cumprindo a legislação, no entanto, o valor equivalente a R$ 100 milhões não saiu das contas da gestão. Segundo ele, Abilio não pagou os fornecedores que estão à beira da falência.

Após o depoimento de Amauri aos vereadores, a vice-presidente da Câmara, Maysa Leão (Republicanos), formalizou o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investir o suposto desvio.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Cuiabá que disse que vai se manifestar em breve sobre o caso. 

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