O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou as críticas do senador Wellington Fagundes (PL) à estadualização da MT-170 como uma tentativa de "espetacularização" dos entraves que a gestão enfrentou com a empreiteira contratada para fazer melhorias na via. Os apontamentos de Fagundes sobre a antiga BR-174 também foram rebatidos pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) que chamou o senador de "cara pau" e lembrou os atoleiros da época que a estrada estava sob a concessão do governo federal.
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"O que estamos fazendo é muita espetacularização de alguns problemas pontuais que nós tivemos. O fato é que nós estamos agindo de acordo com a lei. O nosso secretário de infraestrutura tem toda a autonomia para tomar todas as medidas, sempre teve", afirmou o governador nessa quinta-feira (28).
Após a troca de farpas entre Mendes e Fagundes, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) rescindiu o contrato com as empreiteiras MT SUL e Agrimat, contratadas para executar a pavimentação da antiga BR-174. A obra foi dividida em seis lotes e apresentou problemas dos lotes 1 e 2 da rodovia, entre Castanheira e Juruena. Pivetta amenizou e disse que problemas são "normais", considerando o volume de obras em Mato Grosso.
"Nós fizemos quase sete mil quilômetros de novas rodovias. É normal que tenha mil quilômetros com problema. O que nós não podemos é ser passivo, aceitar os problemas como normal", falou Otaviano.
O governador ainda expôs as dificuldades que Mato Grosso tinha com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no período que a MT-170 estava sob a responsabilidade do governo federal. O senador Wellington era associado ao órgão nos governos dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e de Jair Bolsonaro (PL). Mendes chegou a dizer que Fagundes "mandava no Dnit". No entanto, Pivetta não mencionou o senador.
"Só vocês olharem no passado recente aí, vocês verão como eram as rodovias federais no Mato Grosso, como era a 63, como era a 74, o Dnit liberava todos os anos grandes montas de recursos para patrolar essa estrada, isso aconteceu durante mais de 10 anos. Isso virou um negócio, todo ano liberava, tinha lá as empresas que faziam manutenção, tinha uma grana preta para fazer manutenção, dava uma patroladinha, é uma maneira muito legal de gastar dinheiro público. Agora a qualidade desse gasto é altamente questionável".
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