O menino Murilo Pessoa Teixeira, de 14 anos, foi morto porque os criminosos não encontraram o irmão dele, de 19 anos, na casa onde os dois viviam. O crime foi registrado no último sábado (17), em Cáceres (200 km de Cuiabá) e chocou a região.
“Dois elementos faccionados, de uma facção aqui da região de Cáceres, entraram em uma residência à procura do irmão mais velho dessa vítima. Ao não localizar o irmão mais velho um desses elementos decidiu executar, de forma covarde, o seu irmão menor, de 14 anos de idade”, relatou o tenente-coronel Adão César, comandante da Polícia Militar em Cáceres.
“Foi um homicídio frio, covarde, realizado por um membro de uma facção”, acrescentou na sequência.
O autor dos disparos foi o menor de 17 anos, identificado pelas iniciais V. M. G., que foi apreendido após ser agredido por populares. Ele tem passagens por tentativa de homicídio, posse de arma de fogo, ameaça e violação de domicílio.
O comparsa dele, Adylson Duarte do Nascimento, de 16 anos, que morreu em confronto com a Força Tática, tinha passagens por posse de drogas e por integrar organização criminosa.
O irmão de Murilo seria alvo da facção rival e, por isso, teve a morte “decretada”. Conforme o comandante da PM de Cáceres, o menino Murilo não tinha passagens criminais e nem era vinculado a qualquer organização criminosa.
“[Murilo] Não possui nenhum tipo de passagem e nenhum tipo de envolvimento. Até o momento, não existe nenhuma informação que comprove que esse menor tinha qualquer tipo de ligação com qualquer facção criminosa”, disse o militar.
O HOMICÍDIO
Na tarde de sábado, dois homens armados invadiram a residência da família. Eles avistaram o menino Murilo e, acreditando que se tratava do seu alvo, efetuaram os disparos. O garoto morreu na hora.
Um dos assassinos conseguiu fugir. O outro, que também tem 17 anos, foi agredido pela população revoltada com o crime. Ele foi salvo pela chegada dos policiais ao local. Devido a gravidade dos ferimentos, acabou sendo levado para o Hospital Regional de Cáceres, onde recebeu o atendimento médico necessário.
Tanto a ex-cunhada como o executor foram entregues na delegacia da cidade. A arma usada no crime foi encontrada por populares nas proximidades do local e foi apreendida. O caso é investigado.
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