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Polícia Quarta-feira, 04 de Março de 2026, 10:09 - A | A

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Quarta-feira, 04 de Março de 2026, 10h:09 - A | A

BACHAREL DO CRIME

Polícia mira estudante de Direito suspeita de “sextorsão” em série na internet

Dentre as principais vítimas estavam casais liberais que eram ameaçados de ter conteúdos íntimos vazados juntamente a dados pessoais

DA REDAÇÃO

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Véu contra uma estudante de Direito suspeita de comandar um esquema de “sextorsão” em série, que teria feito pelo menos 15 vítimas em diferentes estados do país.

A investigada, moradora de Tangará da Serra (a 242 km de Cuiabá), é suspeita de coagir homens e mulheres, especialmente casais liberais, com ameaças de exposição de conteúdo íntimo para exigir pagamentos.

Na operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e quebra de sigilo, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá. A investigação foi conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio das delegacias de Tangará da Serra e Alta Floresta.

DOSSIÊS COM "NUDES"

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita coletava imagens e informações de vítimas em sites de relacionamento e redes sociais. Com esse material, ela montava dossiês em PDF, minuciosamente editados, reunindo fotos íntimas ao lado de dados pessoais, como perfis em redes sociais e locais de trabalho.

Depois, enviava o material às vítimas e exigia pagamento para não divulgar o conteúdo.

Durante as diligências, os policiais encontraram registros e arquivos relacionados às extorsões, incluindo prints de conversas e mensagens em que conteúdos íntimos eram encaminhados a terceiros.

CONTEÚDO DIVULGADO

Segundo o delegado responsável pelo caso, Antenor Pimentel, em alguns casos a ameaça foi levada adiante.

“Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi efetivamente divulgado, ampliando o dano psicológico e o temor de repercussões familiares, sociais e profissionais”, afirmou.

Os fatos investigados podem configurar extorsão e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.

SEGUNDO SUSPEITO 

A Justiça também autorizou busca, apreensão e quebra de sigilo em um endereço ligado a um homem que mora em Alta Floresta. Ele se apresentava nas redes como “hacker” e “designer gráfico”.

Segundo a polícia, o perfil do suspeito é compatível com a obtenção de dados pessoais e a produção do material utilizado para constranger as vítimas.

ALERTA

A Polícia Civil orienta que usuários tenham cautela ao compartilhar informações pessoais e imagens em sites de relacionamento ou aplicativos de mensagens, já que criminosos podem utilizar esse tipo de conteúdo para aplicar golpes.

NOME DA OPERAÇÃO 

O nome Operação Véu faz referência ao véu como símbolo de proteção da intimidade e da vida privada das vítimas.

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